1ª vitória de Levir no Santos tem escalação de Elano e esquema de Dorival

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

Em sua apresentação no Santos, o técnico Levir Culpi avisou que daria sequência ao legado de quase dois anos de Dorival Júnior no clube e que se apoiaria em Elano e companhia no início de seu trabalho na Vila Belmiro. E foi exatamente isso que ele fez para conquistar a primeira vitória no comando da equipe santista.

Contra o Palmeiras, Levir utilizou a escalação do auxiliar e técnico interino do Santos nas duas rodadas anteriores e se aproveitou do legado tático de seu antecessor.

A opção por barrar o meia Vitor Bueno, xodó do antigo treinador, foi motivada por Elano. O agora novamente auxiliar promoveu na vitória por 2 a 0 diante do Atlético-PR, no último domingo, o retorno do atacante Copete ao time titular, mas desta vez atuando em sua posição de origem.

Na confronto, o colombiano formou ao lado de Bruno Henrique e Kayke a linha de frente e agradou o treinador. Com o retorno de Lucas Lima, recuperado de lesão, Bueno perdeu espaço.

"Estou me apoiando neles. No Dagoberto [dos Santos, superintendente de futebol], no Elano, no Marcelo [Fernandes, auxiliar], no Serginho [Chulapa, auxiliar]. Preciso de um apoio inicial nessa leitura. Quando a bola rola, temos noção e conhecemos a maioria deles. Não vamos mexer muito na base e quero continuidade ao máximo", disse o treinador em sua apresentação.

Dorival insistiu durante toda a temporada na manutenção do camisa 7, mesmo muito criticado pelos torcedores, como titular atuando aberto pela direita. A função, agora, passou a ser ocupada por Bruno Henrique, que jogava do lado esquerdo do ataque.

O time, no entanto, ainda repetiu uma série de cacoetes e características do esquema de Dorival Júnior. Os principais foram o deslocamento de Lucas Lima da função centralizada em que atua para a faixa direita do campo de ataque para construir jogadas com Victor Ferraz e Bruno Henrique - a conhecida triangulação.

Além disso, houve a presença dos laterais atacando pelo meio de campo [por dentro], movimentação característica no esquema de Dorival. O gol santista, marcado por Kayke, foi construído em jogada justamente do meia Jean Mota, improvisado como lateral esquerdo.

"O Jean na lateral foi muito bem. Ele é meia de origem, então tenho que elogiar o seu empenho", elogiou o treinador.

Apesar de ter sido anunciado na semana anterior, Levir só se apresentou e iniciou o trabalho na segunda-feira. O dedo do novo treinador só foi visto, de fato, no final do confronto quando implantou uma retranca defensiva para frear a tentativa de empate do Palmeiras.

O treinador substituiu três jogadores ofensivos – Lucas Lima, Copete e Kayke – para as entradas do zagueiro Fábian Noguera, do volante Leandro Donizete e do atacante Vladimir Hernández. A formação final contou com três zagueiros e três volantes de origem para assegurar o resultado.

Curiosamente, no primeiro clássico entre os rivas no ano, pelo Campeonato Paulista, o Santos vencia a partida por 1 a 0 quando sofreu a virada já nos minutos finais, com dois gols sequenciais marcados por Jean e Willian. As substituições evitaram uma nova surpresa.

Levir, mais uma vez, terá poucos dias para preparar a equipe para o próximo confronto, contra a Ponte Preta, no sábado, às 21h (de Brasília). A vantagem é que a equipe não precisará realizar grande deslocamento já que a partida acontecerá no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

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