Torcedor espancado antes de Coritiba e Corinthians recebe alta, diz polícia

Adriano Wilkson

Do UOL, em São Paulo

O torcedor do Corinthians Jhonatan da Silva, de 29 anos, que foi espancado por rivais do Coritiba na manhã deste domingo (18), recebeu alta no meio da tarde e passa bem, disse a Polícia Civil do Paraná.

Anteriormente, tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar haviam informado que o estado do torcedor era grave. Mais cedo a Demafe chegou a dizer que o corintiano tinha morrido, o que foi negado depois. No hospital, porém, os médicos o avaliaram mais detidamente, fizeram exames e o liberaram, descartando a maior gravidade da situação.

Outros cinco torcedores ficaram feridos com menor gravidade em focos de confronto entre as torcidas do Corinthians e do Coritiba, que se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro na capital paranaense - em campo, as esquipes empataram sem gols. Antes do jogo, um ônibus dos alvinegros entrou em uma rua cheia de torcedores rivais e acabou apedrejado.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, um dos homens aparece sendo espancado por vários outros torcedores. Em outras imagens, torcedores organizados são vistos trocando chutes e socos ao se encontrarem nas ruas ao redor do Couto Pereira.

A polícia diz agora estar tentando entrar em contato com Jhonatan da Silva para que ele dê mais informações sobre a agressão.

Polícia prende suspeito, membro de organizada do Coritiba

A polícia informou também que, ainda durante o primeiro tempo da partida, prendeu o torcedor João Carlos de Paula, de 24 anos, que seria membro da Império Alviverde, organizada do Coritiba.

De acordo com a polícia, João confessou o crime.

"Ele aparece nas imagens analisadas pela equipe da Demafe desferindo golpes com os pés contra a cabeça da vítima, um homem de 29 anos, que estava caída no chão e não pode se defender", disse o delegado Clóvis Galvão, de uma delegacia móvel criada para atender ocorrências ligadas ao futebol.

"Outras três pessoas foram identificadas e encaminhadas para a delegacia", escreveu a corporação em nota sobre o caso. "O trio assinou um termo circunstanciado pelo crime de posse de drogas para consumo e foi liberado."

Já João Carlos de Paula, que não tem antecedentes criminais, responderá pelo crime de tentativa de homicídio e pode pegar de oito a 20 anos de prisão.

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