Flamengo não engrena, busca motivos de falhas e tabela vira "salvação"

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Clélio Tomaz/AGIF

    Zé Ricardo tem a responsabilidade de fazer o Flamengo voltar a jogar bem em 2017

    Zé Ricardo tem a responsabilidade de fazer o Flamengo voltar a jogar bem em 2017

O departamento de futebol do Flamengo estuda os motivos de o time não engrenar no Campeonato Brasileiro. Desde a eliminação na Copa Libertadores, o Rubro-negro apresenta um futebol "engessado", incapaz de somar vitórias e subir na tabela da competição. Apesar de apenas oito rodadas disputadas, existe pressa nos bastidores para que o elenco se reencontre, já que discurso e investimento contemplam a disputa do título e a distância para o topo da tabela é de pelo menos nove pontos.

Diretoria e técnico Zé Ricardo entendem que o time estacionou e não desenvolve mais o jogo como nos melhores momentos de 2016 e até mesmo durante a atual temporada. Jogadores caíram de produção, os responsáveis pela criação não vivem o melhor momento e a pressão por resultados tem contribuição decisiva na performance. Trabalhar o psicológico do grupo é dever diário, mas a questão técnica passa por uma transição envolvendo o próprio comandante e os atletas mais questionados.

Em cima disso, a comissão trabalha para equilibrar o setor de meio de campo, o principal obstáculo no momento. A dificuldade em organizar jogadas é flagrante. Em quase todas as partidas recentes foram observados diversos cruzamentos ainda da intermediária. Aos atacantes, sobra apenas disputar a bola com os defensores adversários ou torcer por um erro para chegar ao gol.

Mudanças no setor que dita o ritmo de uma equipe estão nos planos. O contestado Márcio Araújo pode perder a vaga para que a saída de bola melhore. Outras alterações esperadas são as entradas de Everton Ribeiro na vaga de Vinicius Júnior, enquanto o zagueiro Rhodolfo formará dupla com Réver.

Tabela desequilibrada é "salvação"

Se a evolução nos aspectos técnico e psicológico é considerada inadiável, por outro lado a tabela do Campeonato Brasileiro é vista como aliada, ao menos no que envolve uma subida de produção imediata. Até aqui, o Flamengo somou cinco empates em oito jogos - quase a metade de toda a competição em 2016 (11). Foram cinco partidas como visitante. Nas próximas oito rodadas, no entanto, o Rubro-negro fará seis jogos no Rio de Janeiro - cinco como mandante e o clássico contra o Vasco, em São Januário. Os compromissos serão contra Chapecoense, São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Coritiba. Como visitante, Bahia e Cruzeiro.

Apesar de contar com adversários mais fortes - ao menos na teoria -, a sequência é considerada positiva para quem almeja terminar o turno do Brasileirão no G-4 e na briga pelo título. Caso não engrene agora, o Flamengo terá apenas a segunda metade do campeonato para tentar manter o sonho vivo, o que pelo retrospecto das edições anteriores se mostra cada vez mais difícil de acontecer.

"Empatamos cinco vezes, mas acredito que a tendência é a de que as coisas melhorem. O empate com o Fluminense [2 a 2, nos acréscimos] nos deu um ânimo bom. Temos a oportunidade de diminuir a diferença em relação ao pessoal de cima. Creio que a confiança está voltando. Existe uma sequência de jogos no Rio a partir de agora. É o momento de aproveitar bem e subir na tabela", encerrou Zé Ricardo.

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