Assim como no Grêmio, defesa volta a assombrar Roger Machado no Atlético-MG

Enrico Bruno e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

Os primeiros meses de Roger Machado no comando técnico do Grêmio foram encantadores. Um time sem muitas expectativas no Campeonato Brasileiro de 2015 terminou na terceira colocação, classificado à Copa Libertadores do ano seguinte. Foram 32 gols sofridos em 38 rodadas, mas apenas 27 em 36 jogos sob o comando de Roger.

Porém, o ótimo desempenho defensivo no primeiro ano como treinador do Grêmio não se repetiu em 2016. E durante os quase nove meses da segunda temporada em que comandou a equipe tricolor, Roger Machado conviveu com as críticas de não conseguir montar uma defesa sólida. Na Libertadores foram dez gols sofridos em dez partidas, quatro nas duas derrotas para o Rosário Central, nas oitavas de final. No Brasileirão, Roger comandou o time em 25 rodadas e o Grêmio sofreu 31 gols, quase a mesma marca de toda a edição anterior.

Quase um ano depois de deixar o Grêmio, o treinador volta a ser assombrado com números defensivos ruins. No comando do Atlético-MG, Roger Machado já comandou o time em nove rodadas do Brasileirão e somente em duas partidas a equipe mineira não foi vazada, diante de Avaí e Palmeiras. São 11 gols sofridos e saldo negativo de dois.

Com uma defesa que não consegue ser sólida e sofre bastante, como já aconteceu com o Atlético nos anos anteriores e com o próprio treinador em 2016, a equipe mineira tem um começo de Brasileiro muito abaixo do esperado. Apenas dez pontos conquistados de 27 disputados e somente uma posição acima da zona do rebaixamento.

"As cobranças viriam porque o Atlético disputa na frente. Obviamente que a alcunha de melhor elenco do Brasil também influencia na expectativa gerada pelo torcedor. Também criamos uma expectativa grande, a frustração do torcedor também é nossa. Como líder, tenho que achar soluções. O torcedor está no direito de cobrar, temos que dar as explicações sempre. Se sente frustrado é porque sabe que podemos dar mais", comentou Roger Machado, que em apenas nove rodadas já utilizou cinco zagueiros diferentes.

Dos defensores utilizados, apenas Rodrigão não foi titular. Nas nove primeiras rodadas do Brasileirão, foram quatro duplas de zaga diferentes que iniciaram as partidas. Mudanças na escalação e na forma de jogar que dificultam bastante para os jogadores da defesa.

E os números defensivos poderiam ser ainda piores, não fosse o goleiro Victor e a falta de pontaria de alguns adversários. No empate com o Sport, por exemplo, o time pernambucano finalizou 13 vezes, seis no alvo, contra apenas quatro do Atlético. Algo que também aconteceu nos jogos com Ponte Preta e Avaí. Mesmo mandante, o Galo chutou menos vezes a gol do que os adversários.

Neste domingo, contra a Chapecoense, às 19h, em Chapecó, na Arena Condá, o Atlético vai precisar de um bom desempenho defensivo, para não chegar a marca de três rodadas dentro da zona de rebaixamento, o que não aconteceu desde 2011.

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