Estudo destaca melhora nas finanças do SP, mas faz alerta sobre vendas

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Gabriela Di Bella-18.jan.2016/Folhapress

    Leco foi eleito para o segundo mandato como presidente do SP em 18 de abril

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Nesta semana, um estudo do Itaú BBA analisou as finanças de 27 clubes brasileiros. E o São Paulo, que nos trabalhos dos anos anteriores da mesma instituição sofreu com fortes críticas e alertas preocupantes sobre sua administração, teve elogios registrados à melhora na arrecadação de receitas em 2016. O estudo, no entanto, sugere que os tricolores comecem a se planejar para não depender tanto das vendas de jogadores, uma "prática perigosa e arriscada".

O Itaú BBA acredita que as "vendas constantes e vultuosas de atletas" pode instaurar o "caos" se o clube deixar de ser uma vitrine forte para outros países ou se deixar de produzir talentos em suas categorias de base. Outro alerta está sobre a forma como as receitas arrecadadas nas negociações são aplicadas. Para o estudo, os recentes resultados esportivos mostram que os investimentos no futebol profissional não têm sido bem sucedidos.

No trecho sobre "Receitas & Custos", o São Paulo passa só com elogios no documento. Foi detectado crescimento de 30% nas receitas em relação aos números de 2015. Em direitos de transmissão, o aumento foi de 52%. Em publicidade, de 34%. Já a bilheteria cresceu 13%, com ainda 40% de alta na venda de jogadores. Novamente, há alerta: "há um bom equilíbrio entre as origens, mas uma dependência perigosa da venda de atletas".

Há destaque para o nível de geração de caixa, que superou 2015 em todos os quesitos, mesmo que os custos da administração também tenham aumentado. Mas o ponto mais exaltado pelo estudo é o valor presente do clube, baseado em receitas recorrentes. Depois de três temporadas com percentuais negativos, em 2016 o São Paulo conseguiu crescer bem acima da inflação: 28% em receitas recorrentes nominais e 20% no valor de presente.

Segundo o Itaú, R$ 79 milhões foram investidos no futebol profissional ao longo de 2016, com mais R$ 22 milhões destinados à Cotia. Os valores são considerados "acima do usual". A redução das dívidas bancárias é citada, mas com a crítica de ter sido alcançada em partes por empréstimos de pessoa física, do agora diretor executivo Vinicius Pinotti. O estudo trata essa prática como um erro bem sucedido, pois não se repetirá sempre, bem como adiantamento de luvas dos direitos de transmissão. 

As dívidas fiscais cresceram, mas por terem sido estendidas, evitando impactos a curto prazo nos cofres do clube. As dívidas operacionais tiveram a maior alta devido à compra de jogadores, mas como o clube também tem dinheiro a receber por vendas, esse efeito pode ser considerado nulo. 

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