Calendário apertado explica por que Mano foi obrigado a escalar reservas

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Thomás Santos/AGIF

    Para Mano, poupar contra Ponte seria melhor do que contra Coritiba, Palmeiras e Atlético

    Para Mano, poupar contra Ponte seria melhor do que contra Coritiba, Palmeiras e Atlético

A escalação de um time praticamente reserva contra a Ponte Preta, na noite da última quinta-feira, causou estranheza nos torcedores do Cruzeiro. Suspenso na partida, Mano Menezes assistiu à derrota por 1 a 0 em Campinas das cabines do estádio, e não pôde dar mais detalhes sobre os motivos que o fizeram poupar tantos jogadores. Em campo, o reflexo da estratégia foi de uma equipe apática e ineficiente principalmente na etapa inicial, quando sequer deu um chute a gol. Nesta sexta-feira, de volta a Belo Horizonte, Mano falou sobre o assunto e comentou sobre a necessidade de ter feito o que fez.

"O risco era muito grande. Levamos muitos jogadores titulares para Campinas, mas muitos não tinham condição de entrar. Só que não íamos abrir essas informações ao adversário logo de cara. São escolhas duras que temos de fazer de vez em quando. Não é de agrado a muitos. Mas nós fizemos um jogo igual. A equipe perdeu, algo que não é nada bom. Mas não fez um mal jogo", disse.

Dos jogadores que começaram a partida contra o Grêmio, três dias antes, apenas Fábio e Caicedo iniciaram como titulares diante da Ponte Preta. Além de Ariel Cabral e Diogo Barbosa, que sequer viajaram com a delegação para Campinas, outros importantes atletas começaram o jogo no banco, como Lucas Romero, Thiago Neves e Alisson, assim como os recém recuperados de lesão, Ezequiel, Robinho e Rafael Sóbis.

Questionado sobre a necessidade de poupar tantos jogadores de uma vez, Mano se justificou citando o calendário de jogos. Das quatro próximas partidas, o duelo contra a Ponte era o que o Cruzeiro mais podia se dar ao luxo de utilizar seus suplentes.

"Certamente sim (se era necessário poupar oito titulares), senão não teríamos feito. Na verdade nós fizemos uma escolha. Nós tínhamos quatro jogos para optar em poupar os jogadores. Entre esses quatro jogos colocados, julgamos que o da Ponte Preta seria de risco menor. O próximo duelo seria contra o Coritiba na nossa casa, em que nós precisávamos voltar a vencer no Mineirão. Não poderia ser neste. As outras opções seriam contra Palmeiras, na Copa do Brasil, e o clássico com o Atlético", completou.

Desta forma, agora com a maioria dos jogadores mais descansados, o treinador confirmou que no domingo que vem, diante do Coritiba, estará com o que tem de melhor para voltar a vencer no Brasileirão, incluindo os retornos de Léo, Cabral, Diogo Barbosa e Henrique, que se recuperou de um corte na perna.

"Todos os jogadores estarão em condições de jogar, inclusive o Henrique, que fez trabalhos com bola para evitar contato maior. Está relacionado para o jogo de domingo também".

 

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos