Torcida do São Paulo protesta, xinga Leco e reclama de "time amarelão"

Bruno Freitas

Do UOL, em São Paulo

Acabou em protesto de torcedores o empate do São Paulo por 1 a 1 com o Fluminense neste domingo (25), no Morumbi. Insatisfeitos com o momento ruim vivido pela equipe paulista, que não vence no Campeonato Brasileiro há cinco rodadas, um grupo de adeptos foi à porta dos vestiários do estádio paulista, ofendeu o presidente são-paulino e disse estar cansado de "time amarelão". 

O ato na porta do estádio do Morumbi, no entanto, preservou o técnico Rogério Ceni, pressionado pelo mau começo de campanha no Brasileiro, além do acúmulo de eliminações na temporada (Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana).

A manifestação começou ainda nas arquibancadas, assim que o árbitro Anderson Daronco apitou o fim da partida. Houve muitas vaias direcionadas ao São Paulo, que foi amplamente dominado pelo Fluminense em grande porção do duelo. Apenas o goleiro Renan Ribeiro ganhou gritos de incentivo na saída de campo.

Depois, um grupo de torcedores se concentrou na porta dos vestiários do Morumbi, em frente ao local em que o ônibus do São Paulo passaria ao deixar o estádio. Os primeiros gritos entoados foram "time sem vergonha" e "time de pipoqueiros", tradicionais em instantes de pressão no futebol brasileiro.

Aos poucos, o tom dos torcedores foi ficando mais incisivo. "Não é mole, não. Estou cansado de time amarelão", entoaram os são-paulinos no protesto deste domingo. O alvo mais claro do grupo foi o presidente do clube, Carlos Augusto Barros e Silva, conhecido como Leco.

Observado por um contingente considerável de homens da Polícia Militar, o grupo encerrou o ato após alguns minutos e pacificamente se dissipou diante da Praça Roberto Gomes Pedrosa.

JOCA DUARTE/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Rogério Ceni fala sobre a manifestação dos torcedores

Na entrevista coletiva após o empate com o Fluminense, o técnico do São Paulo fez considerações sobre as manifestações dos torcedores, seja nas arquibancadas do Morumbi ou na porta do estádio:

"Acho que no torcedor vem aqui, paga ingresso e quer ver o time vencer. Esse é o ponto primordial. Quando as vitórias não acontecem, o futebol é impulsivo e imediatista. É natural que o torcedor tenha essa reação, mas talvez amanhã não seja isso que ele sinta. O torcedor é o bem mais sagrado que temos aqui no clube, mas cabe a nós trazer esse torcedor para o nosso lado. É natural que alguns estejam mais exaltados nesse momento porque o time não venceu. Hoje, num jogo em que foi superior em algumas horas, o torcedor não vê mais uma vez seu time vencer. Acaba indo embora mais uma vez desgostoso, começando mais uma semana sem ver seu time ganhar. A gente tem de compreender o protesto e a forma de expressão do torcedor".

Com apenas 11 pontos somados em dez rodadas, o São Paulo volta a campo no Campeonato Brasileiro no próximo domingo, quando enfrenta o Flamengo na Arena do Urubu, no Rio de Janeiro. A equipe comandada por Rogério Ceni ocupa a 16ª colocação, apenas uma acima da zona do rebaixamento. 

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