Atlético-MG e Cruzeiro chegam ao clássico com defesas sob desconfiança

Enrico Bruno, Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Washington Alves/Cruzeiro

    Zagueiros do Cruzeiro foram bastante cobrados pela torcida após as últimas partidas

    Zagueiros do Cruzeiro foram bastante cobrados pela torcida após as últimas partidas

Nos dois últimos jogos o Atlético-MG não sofreu gols, diante da Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro, e contra o Botafogo, pela Copa do Brasil. Um alento para o setor da equipe bastante contestado pela torcida, especialmente pelos nomes à disposição do técnico Roger Machado. O que não é muito diferente no Cruzeiro, que sofreu três gols em dois dos últimos quatro jogos. Com Manoel e Dedé no departamento médico, a dupla formada por Léo e Caicedo não tem correspondido à altura.

Neste domingo, às 16h, Atlético e Cruzeiro se enfrentam pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Oportunidade para as defesas fazerem a diferença. Pelo lado alvinegro, a zaga pode ter mudança em relação ao time que bateu o Botafogo. Recuperado de uma entorse no tornozelo esquerdo, o lateral direito Alex Silva está relacionado e pode entrar na vaga de Yago, que atuou improvisado na posição nos dois últimos jogos.

Mas certamente a mudança mais significativa vai à frente dos zagueiros. Com Rafael Carioca suspenso, Roger Machado vai ter de escolher por Adilson, Roger Bernardo ou até mesmo por ambos, alternando a forma de a equipe atuar. Assim, como foi na decisão do Campeonato Mineiro, o Atlético pode até atuar com três volantes.

"O Marcos Rocha ainda está retornando, o Alex teve boa recuperação, mas é recente. Tenho o Yago novamente na lateral e ele atuou bem (contra o Botafogo). Tenho o Roger e o Adílson. Vamos ver o que organizamos. Voltar com o Elias na função de meio, escalar o Adílson ou o xará ou mesmo manter o Luan", comentou o treinador atleticano.

Já pelo lado celeste, a preocupação de Mano Menezes é voltar a ter números defensivos consistentes. Já são nove gols sofridos em dez rodadas. Número que ficou elevado após o empate por 3 a 3 com o Grêmio. De acordo com o treinador do Cruzeiro, o trabalho agora é para ajustar a defesa, já que o ataque tem correspondido muito bem.

"Futebol é assim. Você tem de criticar e elogiar. Até pouco tempo a gente era a defesa que menos sofria gol no campeonato. Mas também era um ataque que estava fazendo poucos gols. Houve a possibilidade de bater um recorde negativo, de ficar quatro jogos sem fazer gols, aí fizemos o gol. E cabe ao treinador, agora, solucionar o problema defensivo, como ele solucionou o problema ofensivo", disse Mano.

"A equipe não fazia gols e começou a fazer gols. Agora temos de corrigir a outra parte, para que a equipe seja mais equilibrada. Não pode haver a necessidade de marcar tantos gols para conseguir a vitória. Vamos trabalhar nesse sentido e o trabalho é o único caminho para se resolver no dia a dia essas questões", completou.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos