Elétrico, São Paulo bate o Vasco em casa, mas segue na zona da degola

Do UOL, em São Paulo (SP)

Fim do jejum. O São Paulo, enfim, quebrou uma sequência de nove partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro. O reencontro com a vitória foi diante do Vasco da Gama, na noite desta quarta-feira, no Morumbi. E o magro placar de 1 a 0 foi inaugurado graças a uma postura elétrica e de muita intensidade dos comandados de Dorival Júnior, que marcaram logo no primeiro minuto do jogo da 15ª rodada.

Os jogadores do Tricolor vibravam a cada dividida, faziam cobranças aos companheiros por vacilos na saída de bola ou no posicionamento e não enfeitavam. Se o Vasco conseguia apertar a marcação - e por diversos momentos prendeu o São Paulo na defesa -, sempre havia alguém pronto para isolar o perigo. A entrega foi reconhecida pela torcida.

A vitória, no entanto, não tirou os são-paulinos da zona de rebaixamento. O Tricolor chegou a 15 pontos, mas a Ponte Preta evitou a fuga da degola ao bater o Coritiba. A distância agora é de um ponto para o Atlético-PR. Já o Vasco, que sonhava em terminar a rodada no G6, vê o tropeço marcado por poucos momentos de pressão sobre os mandantes manter o time estagnado no meio da tabela.

Na fé

Antes de o jogo começar, a torcida do São Paulo preparou uma festa para motivar os jogadores diante da péssima fase no Brasileirão. Alguns espalharam sal grosso na entrada do portão principal do Morumbi, por onde o ônibus da delegação passaria. Depois, sinalizadores de fumaça e bandeirões deram clima de Libertadores ao jogo essencial para o Tricolor tentar escapar da crise.

Faro de gol

Lucas Pratto saiu em disparada para marcar a saída de bola do Vasco. O Tricolor roubou a posse e Cueva acertou passe perfeito para o argentino bater com categoria, longe do alcance de Martin Silva. Foi o 12º gol do centroavante pelo São Paulo, número que o coloca empatado na artilharia da equipe com Gilberto, seu reserva imediato. São cinco gols em 15 atuações de Pratto no Campeonato Brasileiro. No geral, tem 28 partidas.

Má fase sem fim

Wellington Nem foi o único jogador do São Paulo vaiado pela torcida durante o anúncio da escalação do time no Morumbi. Com três minutos de jogo, teve a chance de responder em campo, mas perdeu chance cara a cara após passe de Jucilei. Pouco depois, sofreu falta violenta de Ramon, caiu de mau jeito e lesionou o ombro direito. O atacante até tentou permanecer em campo, só que aos 19 minutos precisou ser substituído por Marcinho. A torcida? Comemorou até o pedido de troca de Nem.

A volta do garçom

Lesão, retorno longe da melhor forma, críticas internas e ameaças do empresário. Cueva tenta escapar do cenário turbulento em que se colocou no Tricolor e deu mostras de que pode voltar a ser uma peça fundamental para o time. No gol marcado por Pratto a um minuto, foi o peruano quem deu a assistência, a primeira desde 8 de março. O último passe para gol de Cueva havia sido para Luiz Araújo diante do ABC, na terceira fase da Copa do Brasil. Ainda teve espaço para um chapéu desconcertante em Jean.

Um paulista em casa

O Vasco da Gama teve muitos problemas para vencer a barreira defensiva montada pelo São Paulo após abrir o placar. O time carioca tentava rodar a bola, invertia de lateral para lateral, mas só levou perigo quando Bruno Paulista chamou o jogo. O volante arriscou três chutes de longe com a canhota que levaram bastante perigo para o goleiro Renan Ribeiro.

Estraga prazer

O árbitro Wagner Reway terminou o primeiro tempo ouvindo reclamações dos dois times. Foram 22 faltas marcadas e três cartões amarelos aplicados somente nos 45 minutos iniciais. Os atletas reclamavam de faltas em lances de disputa normal e do rigor dos cartões. O ritmo do jogo, que começou acelerado, foi caindo e a partida ficou truncada. No segundo tempo, Reway manteve o critério e a irritação dos jogadores.

San Martin

Se o Vasco ficou vivo na partida até o fim no Morumbi, a torcida cruz-maltina pode agradecer ao goleiro Martin Silva. Foram pelo menos três defesas importantes do uruguaio, que evitaram que o São Paulo aumentasse a vantagem no placar. As melhores intervenções foram em chutes de Wellington Nem e Cueva, ambos cara a cara.

Vida sem Nenê

O Vasco começa uma nova era com tropeço. O primeiro jogo desde que as relações entre Nenê e a diretoria ficaram por um fio fica marcada por um time de boa posse de bola, mas sem lances de desequilíbrio para furar uma forte marcação. O astro, que viveu dias de xodó da torcida, faltou ao treino para reservas nesta quarta-feira e não deve mais defender o Vasco.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 VASCO DA GAMA

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 19 de julho de 2017, às 21h45
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Assistentes: Fabio Rodrigo Rubinho e Marcelo Grando (ambos do MT)
Público/Renda: 22.574/R$ 552.781,00
Cartões amarelos: Gómez, Petros e Lugano (no banco) (SAO); Paulão, Rafael Marques e Thalles (VAS)

Gol: Pratto, a um minuto do 1º tempo

SÃO PAULO: Renan Ribeiro, Bruno, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei e Petros; Wellington Nem (Marcinho), Cueva (Gilberto) e Gómez (Cícero); Pratto. Técnico: Dorival Júnior.

VASCO DA GAMA: Martín Silva, Madson, Rafael Marques, Paulão e Ramon; Jean, Bruno Paulista (Evander), Yago Pikachu (Guilherme Costa), Wagner (Paulinho) e Escudero (Guilherme); Thalles. Técnico: Milton Mendes. 

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