Jair culpa físico, mas evita caça às bruxas após derrota do Botafogo

Do UOL, em São Paulo

Três gols sofridos em seis minutos e uma derrota por 4 a 3 em casa, depois de estar vencendo por 3 a 1 e de ter defendido um pênalti. Da vulnerabilidade em um curto espaço de tempo ao número de vezes em que foi vazado, o Botafogo tinha vários motivos para se questionar após a partida contra o São Paulo, neste sábado (29), no Engenhão. O técnico Jair Ventura, porém, não aceitou sequer argumentar sobre isso. Em vez de discutir as debilidades que sua equipe expôs, o comandante alvinegro preferiu tratar o revés como algo frugal.

Em entrevista coletiva, Ventura falou diversas vezes sobre a necessidade de não se caçar culpados pela derrota. Evitou falar de erros individuais – nem mesmo o que o que originou o primeiro gol do São Paulo, marcado num lance em que João Paulo tinha controle, permitiu uma ultrapassagem de Cueva dentro da área e ofereceu espaço para o peruano finalizar.

"Não é hora de cobrar ou fazer apontamentos. É hora de passar um incentivo porque nós que sofremos os quatro gols somos os mesmos que vamos jogar contra o Palmeiras na próxima rodada. Não tem vilão aqui", disse o treinador.

"Lógico que há coisas erradas. Em momento algum dissemos que não. Mas vamos apontar isso internamente e corrigir para que as coisas boas possam ser repetidas. Vínhamos de sete jogos sem perder e sentimos, mas não podemos buscar fantasmas em uma derrota por um gol", adicionou.

O revés para o São Paulo encerrou uma sequência positiva que o Botafogo vinha empilhando. Além disso, mostrou uma rara organização do setor defensivo montado por Jair Ventura – com o técnico, a equipe só contabilizava um registro de partida em que foi vazada tantas vezes.

Nas poucas vezes em que foi além do discurso de "não procurar motivos", Jair Ventura falou especificamente sobre a questão física. O time alvinegro jogou na última quarta (26), quando venceu o Atlético-MG por 3 a 0 e se classificou para as semifinais da Copa do Brasil. O São Paulo não teve compromissos no meio da semana.

"Mérito, também, da equipe do São Paulo. Lógico que a gente cansou, mas isso não é desculpa. A gente sempre vai jogar assim, mas ficou evidente que quando a gente se planejou para jogar contra o Atlético-MG a equipe se sentiu muito mais leve", ponderou o treinador botafoguense.

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