No reencontro com Marcelo, Galo está pior do que quando demitiu o técnico

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

    Com Marcelo Oliveira, no ano passado, o Atlético se classificou para a Libertadores e foi finalista da Copa do Brasil

    Com Marcelo Oliveira, no ano passado, o Atlético se classificou para a Libertadores e foi finalista da Copa do Brasil

Em 24 de novembro do ano passado, um dia depois de perder para o Grêmio por 3 a 1, no Mineirão, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, o Atlético-MG demitiu o técnico Marcelo Oliveira. Nove meses se passaram da demissão do treinador, que volta a trabalhar no futebol justamente contra o time que treinou em boa parte de 2016.

Neste domingo o treinador reestreia no comando do Coritiba, clube que teve muito sucesso entre 2011 e 2012. Marcelo Oliveira no banco de reservas é a atração do confronto com o Atlético-MG, neste domingo, às 16h, no Estádio Couto Pereira. Num reencontro com o Galo muito pior do que em novembro do ano passado, quando demitiu o treinador.

Quando a diretoria alvinegra optou pela demissão de Marcelo Oliveira, o Atlético se encontrava numa situação complicada na decisão da Copa do Brasil, precisaria vencer o Grêmio por três gols, fora de casa, para ser o campeão. O que não aconteceu. Com Diogo Giacomini no banco de reservas, de forma interina, o clube mineiro empatou em 1 a 1 e viu o Grêmio ser campeão da Copa do Brasil pela quinta vez na história.

Já no Brasileiro, com as mudanças feitas pela Conmebol para a Copa Libertadores de 2017, o Atlético já estava classificado de forma direta para a disputa da fase de grupos do torneio. A quarta colocação estava garantida. Após 36 rodadas, o Galo não seria passado por ninguém, mas também já não brigava pelo título.

Nove meses depois da demissão de Marcelo Oliveira, o Atlético está no segundo técnico em 2017. Eliminado na Copa do Brasil, vivo na Libertadores e muito mal no Brasileirão, 20 pontos atrás do líder Corinthians e muito mais próximo da zona do rebaixamento do que da zona de classificação à próxima Libertadores.

"A fase que estamos vivendo não é confortável. Estamos vivendo uma fase difícil, as coisas não estão acontecendo da forma como esperávamos e não tem ninguém feliz. Se tem quem sente mais quando a fase é ruim, somos nós que estamos diretamente ligados. Sabemos da tristeza do torcedor, que tem o direito de estar impaciente e com raiva. Você não vai encontrar uma pessoa aqui confortável com a situação", disse Rogério Micale, que quer o Atlético superando o luto pela eliminação da Copa do Brasil, diante do Botafogo.

"Ninguém quer trabalhar com vaia. Temos de saber lidar com ela, mas ninguém gosta. Vejo que os jogadores estão vivendo um momento de tristeza, mas que temos que nos reerguer o mais rápido possível. Só a gente pode sair dessa situação. É passar o luto, perdemos, fomos eliminados. Passou o luto e agora é trabalhar para vencer o Coritiba".

Sem vingança, Marcelo trata jogo como comum

Ser demitido entre dois jogos da final de uma competição nacional incomodou bastante o técnico Marcelo Oliveira. Na época o treinador se queixou de não ter a chance de comandar a equipe na segunda partida com o Grêmio. Marcelo ainda falou que um dos problemas que teve na Cidade do Galo foi trabalhar com um elenco desequilibrado.

Nesse reencontro com o Atlético, o treinador trata a partida como um duelo comum de Campeonato Brasileiro.  Nada de vingança por causa da situação que passou em 2016, quando acabou demitido mesmo classificando o Galo para a Libertadores deste ano.

"Tenho respeito pelo Atlético-MG, passei lá muitos anos, mas estamos em um momento diferente e vamos com tudo para buscar essa vitória. Era uma marca do Coritiba o aproveitamento em casa, a participação do torcedor intensamente, era uma parceria boa. Precisamos resgatar isso, impor sua condição dentro de casa, botar medo nos adversários e buscar resultados".

FICHA TÉCNICA
CORITIBA X ATLÉTICO-MG

Data: 30 de julho de 2017, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Motivo: 17ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)

CORITIBA: Wilson, Léo, Werley, Márcio e William Matheus; Jonas, Alan Santos, Galdezani e Tomas Bastos; Rildo e Henrique Almeida.
Técnico: Marcelo Oliveira.

ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Rafael Carioca, Elias (Yago), Gustavo Blanco e Cazares; Robinho (Luan) e Rafael Moura.
Técnico: Rogério Micale.

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