Fim de jejum de gols faz R. Oliveira acalmar torcida e afastar concorrentes

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

O gol salvador marcado pelo centroavante Ricardo Oliveira na vitória por 3 a 2 do Santos sobre o Flamengo, nesta quarta-feira, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, também serviu para aliviar a pressão sobre o camisa 9.

O feito do experiente jogador acalmou a relação pessoal com a torcida, que durante a partida demonstrou impaciência por erros em alguns lances, e afastou as "sombras" dos concorrentes no setor.

"Nosso time é muito forte. O Kayke quando jogou foi muito bem. É um jogador considerado titular pelos números que tem, um nome de peso no elenco", disse o jogador, que admitiu ainda sentir limitações físicas.

"Até têm razão [os que falam que estou sem ritmo]. É o terceiro jogo. A gente procura melhorar a cada jogo. Foi como o Levir falou, quanto mais você joga, mais você adquire ritmo", completou.

Oliveira pôs fim a um jejum de pouco mais de dois meses sem balançar as redes, o último gol havia acontecido em 23 de maio, quando o Santos venceu por 4 a 0 o Sporting Cristal (PER), pela fase de grupos da Copa Libertadores da América.

Após o confronto, o atacante só jogou mais quatro vezes – contra Cruzeiro, Corinthians, Flamengo e Grêmio –, mas passou em branco. Apesar do número reduzido de partidas, o período de desconfiança acontece pelo fato de viver a pior temporada desde o retorno ao Santos, em 2015. Até então, fez apenas 20 jogos em 2017 e marcou cinco vezes. A equipe chegou a 44 partidas no ano.

O gol, no entanto, pode representar um novo fôlego para o jogador na Vila Belmiro. Isso porque o retorno de Kayke, que se recuperou de um edema na coxa esquerda, foi a antecipado, enquanto Nilmar, principal contratação para o segundo semestre santista, está mais próximo de estrear.

"Ele [Nilmar] está muito próximo [de estrear]. Ele se adiantou porque é muito profissional, um cara que se dedica 100%. Logo estará nos ajudando, será uma força a mais. Porém, ainda não há uma previsão de quando poderá ser utilizado", disse Levir.

O técnico santista elogiou a participação decisiva de Oliveira no confronto, mas deixou em aberto a futura condição de titular da equipe.

"Tem uma parte da imprensa que defende a volta do jogador dizendo que é experiente, que precisa jogar e que só se sente útil assim. O jogador brasileiro tem esse problema, pensa que por estar fora é um inútil, mas ninguém ganha campeonato sem usar quase todo o elenco. Precisa ser solidário, saber o momento de entrar e que com 15 minutos pode se transformar do herói do jogo", avisou.

Atualmente, essa é a única vaga aberta no ataque santista. Os demais atacantes titulares, Copete e Bruno Henrique, atravessam excelente fase e foram, mais uma vez, elogiados pelo treinador. O camisa 27 marcou cinco gols nas últimas três partidas.

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