Melhor fase de Alisson no Cruzeiro tem série inédita, passes e dedo de Mano

Enrico Bruno e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Thomás Santos/AGIF

    Desde que se profissionalizou, Alisson vive seu melhor momento dentro e fora de campo

    Desde que se profissionalizou, Alisson vive seu melhor momento dentro e fora de campo

Alisson está em céu de brigadeiro. O momento no Cruzeiro é o melhor desde que foi promovido ao elenco profissional, em 2012. Três aspectos marcam a nova vida do atacante na Toca da Raposa II: o término das contusões, as assistências e a ajuda de Mano Menezes.

Principal garçom do elenco, com oito passes para gol, o jogador pode chegar a uma marca inédita no jogo deste final de semana, contra o Botafogo, no Mineirão. Caso seja acionado por Mano Menezes, o atleta completará 40 jogos em uma mesma temporada pela primeira vez na carreira.

Alisson jamais disputou tantas partidas e isso se deve a um fator: o fim das lesões. Em 2017, o jogador ainda não foi entregue ao departamento médico, o que permite mais tempo dentro de campo. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, ele fala sobre a redução dos problemas clínicos:

"Fico muito feliz pelos números e espero poder aumentar ainda mais. Estou vivendo um grande ano e muito satisfeito por essa sequência. É algo que vinha buscando nos últimos anos, mas algumas vezes não consegui. Tudo isso me deixar mais confiante para seguir trabalhando e em busca dos meus objetivos na carreira", afirmou.

"Agradeço a todos do clube, departamento médico, fisioterapeutas, fisiologistas e preparadores físicos, que têm me ajudado a conseguir estar bem fisicamente, longe das lesões, pois nenhum atleta gosta de ficar fora por problemas físicos. Ano passado já consegui jogar mais do que nas temporadas anteriores e este trabalho do dia a dia só me faz crescer e evoluir ainda mais. Existe sim um cuidado, mas é mais por todo este trabalho e também por eu ter entendido as situações dentro de campo e no dia a dia de treinamento para dar o melhor, mas sem me desgastar acima do necessário", acrescentou.

Mas não é só o término das contusões que permite a Alisson ter um ano quase perfeito em termos individuais. O atacante conta com também com o retorno à função de origem. Mais recuado e com a incumbência de criar jogadas, ele credita a boa fase à maturidade e ao técnico Mano Menezes:

"Creio que a maturidade ajuda muito também. Com o tempo e os jogos, vamos aprendendo o momento certo de cada jogada, de como achar melhor o companheiro e de como se posicionar. Com certeza a ajuda do Mano e da comissão técnica são fundamentais, e de outros treinadores também. Eu sempre converso com os companheiros, procuro entender como eles preferem receber a bola, e esse entrosamento facilita", afirmou.

O jogador destaca ainda os passes dados aos companheiros para balançar as redes. Alisson revela que não cria metas, mas valoriza os números atingidos no ano - oito assistências.

"É algo que fico feliz de saber. Não fico preocupado com a questão do número de assistências, de ter uma meta, mas sim de poder ajudar. Para quem joga ali na frente, fazer gol e dar passes é sempre bom e é sempre algo que procuramos fazer. Eu acabo acompanhando, pois o pessoal me passa, e procuro trabalhar para melhorar cada vez mais", concluiu.

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