Novo xodó do Vasco causou racha com Flu e gerou intervenção da CBF

Bruno Braz e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Paulo Fernandes/Divulgação

    Paulo Vitor, de 18 anos, virou titular do Vasco com o técnico Milton Mendes

    Paulo Vitor, de 18 anos, virou titular do Vasco com o técnico Milton Mendes

Tão logo ouviu-se o apito final que decretou a derrota do Vasco por 1 a 0 para o Atlético-PR, ecoou no estádio Raulino de Oliveira o nome de "Paulo Vitor". Os gritos traziam não só o reconhecimento ao esforço do garoto de 18 anos, que segundos antes havia explodido uma bola no travessão, como também geravam satisfação a quem, literalmente, brigou com o Fluminense há dois anos para trazê-lo de volta São Januário numa movimentação que rendeu bastante polêmica e uma intervenção política da CBF.

Titular atualmente do técnico Milton Mendes com seis jogos no profissional e um gol, "PV", como é conhecido no clube, chegou ao Vasco em 2007, quando tinha nove anos. Ficou até o fim de 2013, até se transferir para o Fluminense em uma troca envolvendo o também atacante Hugo, que ainda não vingou.

No Tricolor, permaneceu por um ano e meio até que, com 15 anos e com o retorno do presidente Eurico Miranda ao Cruzmaltino, manifestou o desejo de voltar. Iniciava-se ali uma tensa guerra nos bastidores entre o clube das Laranjeiras e os vascaínos.

O Fluminense acusou o rival de aliciar o jovem, algo extremamente combatido pelo chamado "Movimento de Futebol da Base" e que resultou num documento chamado de "código de ética" assinado por diversas equipes e pelo próprio Cruzmaltino em 2013, na gestão de Roberto Dinamite.

O Vasco de Eurico, por sua vez, não reconheceu tal assinatura e se defendeu alegando a vontade do atleta e a notificação do próprio atacante ao Fluminense solicitando sua saída. O jogador também acusou o Tricolor de estar com o pagamento da bolsa de formação atrasado, algo contestado nas Laranjeiras.

Bruno Haddad / Fluminense FC
Atacante Paulo Vitor nos tempos em que defendeu o Fluminense

O Vasco, então, deu entrada no registro do jovem na Federação de Futebol do Rio de Janeiro e a entidade emitiu um email solicitando a liberação do Tricolor, algo prontamente negado. Mesmo com a proibição, a Ferj o inscreveu no clube de São Januário e coube ao Flu registrar sua queixa à CBF e aos representantes de outras equipes da base.

Após o Cruzmaltino ser ameaçado de boicote em diversas competições tradicionais da base, como Copa São Paulo, Taça BH e Copa Nike, a Confederação Brasileira de Futebol entrou no circuito para tentar intermediar a situação.

De acordo com um funcionário da entidade, o caso não chegou a ir para a Câmara Nacional de Resolução de Disputas, que tem como função "pautar todos os litígios envolvendo clubes, atletas, intermediários e técnicos".

"A CBF aproximou os clubes para tentar ajudar nesse imbróglio. Foi uma ação política de aproximação", disse.

Pelo lado do Fluminense, há quem diga que o Vasco precisou pagar uma multa para ter Paulo Vitor. Em São Januário, porém, se nega a versão com veemência e o discurso segue o de que nada de errado foi feito.

Cada vez mais ambientado entre os profissionais, o atacante está relacionado para a partida deste domingo, às 19h, contra a Ponte Preta, em Campinas (SP).  

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