Destaque na reação do Coxa, Carleto projeta 2º turno e queda do Corinthians

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Cleber Yamaguchi/AGIF

    Carleto vibra: gol e assistência em duas vitórias do Coxa

    Carleto vibra: gol e assistência em duas vitórias do Coxa

O Coritiba não vencia há 4 jogos e só havia ganho um jogo sem Kléber em campo em toda a temporada quando entrou no Morumbi encarar o São Paulo e 50 mil pessoas. O time estava na zona de rebaixamento e Marcelo Oliveira, novo treinador, estreara com derrota para o Atlético-MG em casa. O Coxa surpreendeu o Tricolor paulista e iniciou uma reação que lhe colocou na nona posição, em um rebolo de clubes, contando também a vitória contra a Chapecoense.

Thiago Carleto foi destaque nos dois jogos. No Morumbi, marcou de pênalti, atuando pela lateral-esquerda. Contra a Chape, no Couto, apareceu de meia. "No jogo contra o São Paulo eu talvez já teria feito essa função, mas o William (Matheus, lateral) teve que cumprir suspensão e eu fui para a lateral. Nesse jogo da Chapecoense o professor acreditou em mim e nós fizemos um jogo equilibrado", comentou o jogador de 28 anos, que atuou por Valencia e Elche jogando pelo meio, na Espanha. "O mais importante para mim é estar jogando, não importa a posição. Hoje o jogador tem que fazer mais de uma função. Não só como opção, mas por conta de uma expulsão, de uma lesão, ou mesmo uma mudança tática."

Carleto foi um defensor público da manutenção de Pachequinho, ex-técnico coxa-branca, que acabou dando lugar a Marcelo Oliveira, com quem mudou de posição. "Infelizmente no nosso país a cultura é tirar o treinador, é mais fácil que mudar 30, 40 jogadores. Mas eu tenho certeza que ele ainda vai crescer muito como técnico, a minha chegada no Coritiba teve a aprovação dele. O Marcelo é chover no molhado, o que ele já conquistou no futebol. Desde que chegou não deixou nenhum jogador de lado. Estou feliz em mostrar que quero ser uma peça importante naquilo que ele pensa para a equipe."

As duas vitórias recentes resgataram o otimismo no Alto da Glória. O time chegou a ser o terceiro colocado do campeonato, despencou para a ZR e agora reagiu. "Acho que o campeonato tá muito aberto. Essa oscilação nos custou um lugar melhor na tabela. Mas o trabalho só está começando, faltam ainda 19 rodadas. E o nono, décimo, tem quase o mesmo número de pontos do quarto colocado. Vai ser muito difícil esse segundo turno, as equipes já se conhecem. E o Coritiba vai brigar por algo grande", afirma, sem deixar de analisar a campanha impressionante do líder Corinthians: "É realmente surpreendente, uma equipe ganhar o número de jogos que eles ganharam, mas na minha opinião eles ainda vão ter uma queda de rendimento, o que é um pouco normal, devido ao crescimento das outras equipes e também a dificuldade que é manter isso em 38 rodadas."

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