Princípios do Corinthians são colocados à prova após fim da invencibilidade

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

    Fagner em ação na partida contra o Vitória: primeira derrota no Campeonato Brasileiro

    Fagner em ação na partida contra o Vitória: primeira derrota no Campeonato Brasileiro

O Corinthians terá apenas dois dias de trabalho para se recuperar da primeira derrota no Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira, em Santa Catarina, contra a Chapecoense, os princípios mostrados ao longo do primeiro turno serão colocados à prova no duelo que ocorrerá na Arena Condá. 

Um deles é a capacidade de o time de Fábio Carille lidar com as situações adversas. Durante o período de 153 dias sem derrotas - ou 34 jogos -, o Corinthians mostrou essa característica. No maior exemplo, a equipe alvinegra eliminou o São Paulo na semifinal do Campeonato Paulista dias depois de ser eliminado pelo Inter na Copa do Brasil. 

"Sou muito ciente e tranquilo de tudo, trabalhamos demais, sempre buscando o melhor, infelizmente não acontece tudo como a gente imagina. Foram 34 jogos, um turno inteiro, a melhor campanha, temos de nos sentir orgulhosos. Vestiário triste é normal. Perdemos para o Inter na Copa do Brasil e no outro dia teve de levantar a cabeça. É assim, quarta tem Chapecoense", disse Carille logo após o revés para o Vitória.

Em outros momentos, dessa vez no Brasileirão, o Corinthians conseguiu mostrar poder de reação. Pressionado após dois empates seguidos, contra Atlético-PR e Avaí, o líder conseguiu derrotar o Fluminense no Maracanã por 1 a 0, gol de Balbuena de cabeça.

Diante do time baiano, o Corinthians ainda mostrou uma postura distinta àquela mostrada nos primeiros 19 jogos do Brasileirão. Preso na marcação da equipe montada por Vagner Mancini, os corintianos abusaram das bolas alçadas na área - foram 42 jogadas desse tipo, mais que o dobro da média alvinegra no campeonato.

Na entrevista coletiva do último sábado, Carille ressaltou que o time corintiano não conseguiu furar o bloqueio imposto pelo Vitória, que abriu o placar logo aos 11 minutos do primeiro tempo e teve chances de até ampliar o placar na etapa final em contra-ataques.

"Triste por hoje, pois já enfrentamos equipes que vieram fechados, caso de Botafogo, Santos e São Paulo com resultados positivos, hoje não aconteceu, faz parte. Trabalhar para fazer um grande jogo em Chapecó", ressaltou o treinador corintiano.

Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians
Carille mostrou tranquilidade após o revés

Estilo do líder não apareceu

No duelo em Itaquera, o Corinthians pouco conseguiu executar suas jogadas características, como a triangulação realizada com a aproximação e compactação. Com posse de bola de 65%, o líder do campeonato concentrou a maioria dos passes no meio-campo e na defesa, sem profundidade.

"Quando olhar para esse jogo é entender que precisa ter mais paciência. Tentar o jogo pelos lados, mais pelos lados. A gente passou a centralizar muito, mas estava muito fechado. A gente chegou a pedir isso, de levar mais pelos lados. Acho que essa é a grande lição desse jogo", afirmou Carille.

Depois de perder a invencibilidade de 19 jogos no Campeonato Brasileiro, o Corinthians viu o Grêmio empatar sem gols com o Atlético-PR em Porto Alegre. Com isso, a vantagem dos paulistas caiu para sete pontos. A equipe de Carille pode aumentá-la na partida adiada contra a Chapecoense. Com uma vitória, o time irá a 50 pontos, contra 40 dos gaúchos.

O Corinthians buscará o 15º triunfo no Brasileirão com uma zaga alternativa, que será formada pelos jovens Leo Santos e Pedro Henrique. O titular Balbuena, que deixou o campo com dores na coxa e fará exames nesta segunda-feira, está suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

O lateral esquerdo Guilherme Arana, por sua vez, é dúvida depois de ser substituído por Moisés no intervalo do jogo contra o Vitória. O jogador também sentiu dores na coxa e será avaliado pelos médicos do Corinthians nesta segunda. 

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