"É muito cedo para o Corinthians mudar de estratégia", afirma Carille

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

    Carille em ação em treino desta semana: postura corintiana segue igual

    Carille em ação em treino desta semana: postura corintiana segue igual

Fábio Carille mantém a serenidade que lhe é comum desde que assumiu o time do Corinthians em dezembro passado. Após duas derrotas em três jogos do returno do Brasileirão, o treinador falou sobre o momento instável que vive o líder do Brasileirão e ressaltou que ainda é muito cedo para se pensar em outra estratégia nos jogos.

Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte concedida na última segunda-feira, Carille fez uma avaliação sobre os últimos resultados e falou sobre a expectativa para os próximos confrontos do Corinthians - o time só volta a campo no dia 10 de setembro, contra o Santos, na Vila Belmiro. 

Para o treinador, a queda de rendimento da equipe alvinegra está ligada também à série de desfalques. "A gente não sabe ainda se com o time completo a gente vai ter esses problemas", disse o treinador.

Desde o início do Campeonato Paulista, Carille colou em prática o esquema 4-2-3-1. O estilo corintiano, de ocupação de espaços, aproximação, compactação e pouca posse de bola, ganhou força a partir das semifinais do Estadual, contra o São Paulo.

No primeiro turno do Brasileirão, ele se mostrou ainda mais efetivo - a equipe venceu 14 jogos e empatou outras cinco, de forma invicta. Diante de equipes mais reativas, porém, o plano de Carille falhou. Apesar disso, na avaliação do técnico, ele será mantido.

"É muito cedo para falar em mudar de estratégia. Não gosto muito. O que mais gosto mesmo é mudar as características dos jogadores dentro das suas funções. A princípio não vejo mudanças e, sim, alteração das características dos jogadores em cada setor", ressaltou o comandante corintiano.

Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians
Carille diz que não mudará estratégia

Corinthians contra o Corinthians

No começo deste mês, os três auxiliares de Carille (Leandro da Silva, Fabinho e Osmar Loss) falaram sobre a estratégia corintiana em contra-atacar a postura dos adversários nos jogos. A ideia era pensar no Corinthians como adversários do próprio Corinthians, na tentativa de prever o que os rivais fariam nos jogos.

Segundo Carille, essa ideia começou a ser colocada em prática depois que o esquema corintiano começou a dar resultados. O estudo minucioso dos adversários, então, tornou-se essencial para os resultados.

"No começo do ano nós procuramos mais se preocupar com a gente, com a forma de jogar. Depois que isso se desenhou bem, nós começamos a fazer isso. Por isso cada jogo um auxiliar fica comigo no banco. Para que tenha tempo de observar os adversários. Sabemos que o futebol é detalhe. Isso faz a diferença", disse o treinador.

Críticas passam batido

As duas derrotas em plena Arena Corinthians geraram uma desconfiança inédita após o início Brasileirão. Mas, de acordo com Carille, os comentários atuais são bem amenos na comparação aos realizados no começo da temporada.

"Isso não me incomoda. Tudo o que foi falado nos últimos tempos para cá foi muito pouco perto do que foi no começo do ano. São comentários que respeito. Essa questão de cair na realidade", frisou o treinador.

Carille ressaltou ainda que o Corinthians conseguiu criar chances na derrota para o Atlético-GO no último sábado. Por isso, segundo ele, a satisfação com o rendimento da equipe foi superior à registrada na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, quando o time balançou a rede aos 45 minutos do segundo tempo após muitas dificuldades.

"Se a gente não estivesse rendendo no jogo, aí ficaria preocupado. Não estou preocupado e a gente continua trabalhando sério e forte, jogo a jogo", afirmou o treinador do Corinthians.

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