"O maior adversário do Corinthians vai ser ele mesmo", afirma Jean

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Adriano Vizoni/Folhapress

    Jean vê o Corinthians como o grande time pressionado do momento no Brasil

    Jean vê o Corinthians como o grande time pressionado do momento no Brasil

O Palmeiras passou boa parte da temporada cercado de pressão. No entanto, eliminado da Libertadores e com apenas o Campeonato Brasileiro em vista, o time alviverde transferiu esta responsabilidade extra para o arquirrival. Pelo menos esta é a visão do meio-campista Jean, que falou sobre a briga palmeirense pelo título nacional.

Para o camisa 2 da equipe de Cuca, o Corinthians terá a pressão como grande adversário nesta reta final. O time alvinegro possui 10 pontos de vantagem em relação ao vice-líder Grêmio – 13 em comparação ao Palmeiras -; diferença, esta, construída pela campanha de recordista do primeiro turno.

"Depende de como o clube vai lidar com tudo isso. O maior adversário do Corinthians vai ser ele mesmo, como vão agir diante destas oscilações que são normais", declarou Jean, que vê o arquirrival com o "peso" do favoritismo carregado pelo Palmeiras durante boa parte do ano.

"O Corinthians está com este peso com a pontuação que abriu aí, com a vantagem grande que tem; mas a gente que conhece futebol, com certa experiência, sabemos que não é normal isso, que seria difícil manter no segundo turno", acrescentou o experiente jogador.

Apesar de ver o Corinthians pressionado, Jean crê que a queda de desempenho do rival é "normal". Nos cinco jogos do returno, o clube alvinegro venceu apenas dois (Chapecoense e Vasco); o Palmeiras, em contrapartida, somou oito pontos na segunda metade da competição.

"É difícil manter a forma que estavam mantendo, a pegada que estavam. Nenhum clube tinha feito este número de pontos. Acho normal e não vejo nada demais nesta queda", analisou Jean.

Dono de três títulos brasileiros (São Paulo, Fluminense e Palmeiras), Jean crê que a desconfiança só poderá atrapalhar o Corinthians em uma situação: o rendimento cair ainda mais próximo ao fim da competição, com os concorrentes tirando praticamente toda a enorme desvantagem.

"Chega uma hora que o campeonato vai se afunilando, e as equipes podem se aproximar. Abrir uma pontuação como essa e não conseguir a mesma performance, pode bater uma desconfiança, mas é algo normal", concluiu o camisa 2 do Palmeiras.

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