Conselheiro acusa Leco de agressão e pode registrar boletim de ocorrência

Bruno Grossi e Ricardo Perrone

Do UOL, em São Paulo

  • Marcello Zambrana/Estadão Conteúdo

    Leco encara críticas da torcida depois de ataques a Rogério Ceni

    Leco encara críticas da torcida depois de ataques a Rogério Ceni

Mais um problema para a atual gestão do São Paulo administrar. Neste domingo, no empate em 1 a 1 com o Corinthians pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, o conselheiro Pedro Mauad acusou o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva de cometer agressões física e verbal no Morumbi. Mauad pensa, inclusive, em registrar o episódio em boletim de ocorrência: "Vou fazer amanhã (segunda-feira). Fui orientado a fazer porque foi uma esganadura". Do lado tricolor, o discurso é firme de que a história está sendo aumentada pela suposta vítima, que teria puxado o braço do mandatário que descia uma escada e apenas se irritou com a abordagem ríspida. 

Procurado pela reportagem do UOL Esporte, o Tricolor deve emitir comunicado oficial em breve. Já o conselheiro Pedro Mauad tentou explicar sua versão sobre confusão: "Estávamos saindo dos camarotes e estendi a mão para cumprimentar o presidente. Ele me cumprimentou e falou uma série de coisas, falou que eu vou pagar. Ele falou palavrão de tudo quanto é jeito. O filho dele me empurrou. Eu disse não põe a mão em mim. Daí o Leco pulou na minha garganta. Foi na entrada do salão nobre, deve ter câmera lá, só ver as imagens. Eu estava com um saco de pipoca numa mão e com a outra me defendi. Acho que ele segurou minha camisa pra tentar me dar um soco. Não sei se ele largou porque quis ou se foi puxado por alguém".

Segundo Mauad, Leco estava acompanhado do filho e braço direito, Fernando de Barros e Silva. O conselheiro relata que Fernando ainda tentou separá-los para evitar uma briga maior. "Devo estar cobrando muita coisa e isso deve estar incomodando nosso presidente. Desrespeitou um sócio, conselheiro e idoso. Tenho 33 anos de clube e 65 anos de idade. Ele mostrou desespero de quem está perdido. Tenho cobrado muito, mas não queria falar nada com ele. Mas quando ele reagiu daquele jeito, eu queria saber o que eu fiz, queria que me explicasse o que fiz pra ofender tanto ele", contou.

O regimento interno do São Paulo prevê que agressões físicas de dirigentes ou conselheiros nas dependências do clube podem gerar suspensão das atividades por até 120 dias. Se levado adiante, o caso pode ser julgado pelo comitê de ética do Tricolor. Em 2015, o então vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro foi denunciado por tentar enforcar o presidente da época, Carlos Miguel Aidar. Ambos foram expulsos do quadro de conselheiros.

"Vamos entrar com uma representação no Conselho Deliberativo contando o que aconteceu. Meu grupo, o MSP (Movimento São Paulo) é que está cuidando disso. Na terça devo encontrar o Leco no clube. Vou pedir desculpas se o ofendi. Minha vontade é dar um abraço e dizer que já passou. Mas queria saber o que o incomodou. Faço muitas cobranças no Facebook, cobro a venda de jogadores, contratações malfeitas, cobro tudo e vou continuar cobrando. Fui eleito pra isso. Acho que se ele está desequilibrado por causa da pressão, deveria se afastar um pouco pra voltar inteiro", avisou Mauad.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos