Confiança e torcida: Oswaldo tenta fazer o Atlético-MG reagir em casa

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Atlético

    Praticamente invencível nos últimos anos, Galo ainda não se encontrou jogando no Horto

    Praticamente invencível nos últimos anos, Galo ainda não se encontrou jogando no Horto

O Atlético-MG não anda bem das pernas neste Brasileirão e um dos motivos do baixo rendimento na tabela pode ser explicado pelo desempenho do time dentro de casa. Acostumado a fazer do Independência uma fortaleza praticamente invencível nas últimas temporadas, o clube já caiu diante do seu torcedor por nada menos que sete vezes, e ainda empatou três. Com mais 12 rodadas pela frente e precisando vencer mais quatro jogos para garantir sua segurança na Série A, resgatar a força do Horto e a confiança dos jogadores virou prioridade para Oswaldo de Oliveira. Nesta quarta-feira, o casamento time/torcida será novamente colocado à prova em Belo Horizonte.

O jogo contra o São Paulo será o primeiro de Oswaldo no Independência. Apesar dos seis pontos que separam o Galo do G-6 (ou cinco de um eventual G-7), o Atlético também está a apenas quatro do Z-4. Por isso, fazer o dever de casa se tornou missão obrigatória. Do contrário, além de dormir mais próximo da degola, a equipe mineira poderá até ser ultrapassado pelo Tricolor.

"É um desafio não só para mim, mas para o time do Atlético e para a torcida. Ela tem de entender que tem de jogar 90 minutos ao nosso lado. No momento que errarmos, se não tiver a compreensão e humildade de entender que o time está se reestruturando, que não é o mesmo time campeão da Libertadores... Temos quatro jogadores daquela época, Luan e Léo (Silva) provavelmente não joguem, estão contundidos. Permanecem o Victor e o Marcos Rocha, que talvez jogue. Então a torcida tem de comprar esse barulho. Por isso eu peço aqui, no momento que o time precisar, nos ajude. A torcida tem de estar ao nosso lado. Se começar a pegar no pé e começar a vaiar, vai passar para o lado do adversário", comentou o treinador, chamando a torcida.

"Nossos jogadores estão precisando disso, todos eles estão imbuídos. Eu faço a leitura no semblante e no olhar dos atletas. A exibição na vitória contra o Atlético-PR não foi gratuita. Para nós ressurgimos aqui em Belo Horizonte, precisamos desse desafio meu, dos jogadores e da nossa torcida", acrescentou.

Recentemente, o treinador visitou o Independência por duas vezes, ambas em 2013. Comandando o Botafogo, empatou uma partida e perdeu a outra. As lembranças, contudo, não param por aí. Apresentado há duas semanas, Oswaldo lembrou da final de 1999, quando precisou encarar o Mineirão lotado  na primeira decisão contra o Corinthians. Além da derrota por 3 a 2, saiu encantado com a "manifestação do torcedor do Galo".

As estatísticas do Atlético são tão ruins em casa que o time é o segundo pior mandante do Brasileirão. Seus míseros 12 pontos conquistados em BH só perdem para o Vitória, que somou nove em 39 disputados. Para se ter uma ideia, desde que o Independência foi reinaugurado e se tornou o caldeirão alvinegro, o Galo nunca teve um desempenho tão baixo quanto os atuais 30%. O pior deles aconteceu em 2014 e 2015, quando o time perdeu dois e quatro jogos, respectivamente, em todo o campeonato.

Rendimento do Atlético como mandante nos últimos cinco anos:

2016: 73,6% (42 pontos, 4º melhor)
2015: 71,9% (41 pontos, 7º melhor)
2014: 71,9% (41 pontos, 4º melhor)
2013: 77,1% (44 pontos, 2º melhor)
2012: 82,4% (47 pontos, melhor mandante)

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