Palmeirenses fazem protesto antes de jogo e chamam time de 'sem vergonha'

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

Centenas de torcedores do Palmeiras realizam um protesto na portaria da Academia de Futebol, centro de treinamentos do clube da Zona Oeste da capital paulista. Com a presença de mais de uma das torcidas organizadas do clube no local, as pessoas chegaram pouco depois das 14h e passaram a entoar cantos de protesto em relação aos jogadores e à diretoria. "Time de pipoqueiro", "time sem vergonha", "Mauricio (Galiotte, presidente do clube), c..., fora do Verdão", "não é mole não, muito dinheiro para pouca obrigação" e "se o Palmeiras não ganhar, olê, olê, olá, o pau vai quebrar" foram alguns dos gritos.

O Palmeiras já estava preparado para o protesto dos torcedores e reforçou a segurança no local, com grades na portaria do CT e mais homens responsáveis pela proteção aos jogadores. Apenas uma faixa da avenida Marquês de São Vicente foi liberada para circulação de carros - além da pista para os ônibus -, com todas as outras ocupadas pelos manifestantes.

A saída do ônibus ocorreu em clima hostil. Torcedores deram socos e pontapés e arremessaram pamonhas e pipocas no veículo que trouxe o Palmeiras ao Allianz Parque. A delegação chegou ao estádio 15h40 (de Brasília). Edu Dracena relatou o receio vivido pelos atletas na saída da Academia de Futebol.

José Edgar de Matos/UOL
Organizados exigiram a demissão de alguns jogadores do Palmeiras como Deyverson

"Deu medo sim, claro. Mas isso é normal no futebol brasileiro, vimos ontem o que aconteceu lá com o Internacional [torcedores protestaram depois do empate contra o Vila Nova]", lamentou o zagueiro na chegada da delegação à arena.

Alguns jogadores foram alvos específicos de cantos ofensivos, como Egídio, Juninho, Mayke, Bruno Henrique, Tchê Tchê, Róger Guedes, Erik, Borja, Guerra, Jean, Deyverson e Michel Bastos. As manifestações mais efusivas foram em relação ao lateral-esquerdo Egídio ("olê, lê, olá, lá, se o Egídio não sair o bicho vai pegar"), mas o técnico Alberto Valentim ("Valentim, c..., fora do Verdão") e até mesmo o ex-técnico Cuca ("ei, Cuca, vai tomar no c...") foram lembrados, além de Galiotte ("p... que pariu, é o presidente mais omisso do Brasil") e Alexandre Mattos ("Mattos, c..., para fora do Verdão").

A diretoria foi hostilizada e ironizada no protesto deste domingo. Em duas barracas montadas na porta do CT, os palmeirenses penduraram bananas como reclamação à postura do presidente Mauricio Galiotte. Os torcedores ainda elaboraram uma lista de jogadores a serem dispensados: Egidio, Róger Guedes, Fabiano, Luan, Juninho, Antônio Carlos, Arouca, Michel Bastos, Deyverson, Bruno Henrique e Erik.

O protesto deste domingo, que contou com as faixas "Pipoca elenco", "Pamonha Cuca e Valentim", "Banana Galiotte" e "Fora Mustafá", não foi o primeiro realizado por torcedores em razão do momento do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Após a derrota para o Vitória, na quarta-feira, houve pichações em muros do Allianz Parque.

Nas mensagens escritas na bilheteria do Allianz Parque, o time é chamado "medíocre" e a presença de Felipe Melo é exigida entre os titulares. O meio-campista, inclusive, acabou poupado do protesto deste domingo, assim como Moisés, Fernando Prass, Edu Dracena, Dudu, Keno, Yerry Mina, que não tiveram os nomes citados.

O Palmeiras, quarto colocado na tabela do Campeonato Brasileiro com 54 pontos, entra em campo neste domingo, às 17h, contra o Flamengo, no Allianz Parque. 

José Edgar de Matos/UOL

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