"Momento maravilhoso" chega tarde e Atlético já lamenta fim do Brasileirão

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • André Yanckous/AGIF

    Fábio Santos lamentou que boas apresentações estejam saindo já no final do Brasileiro

    Fábio Santos lamentou que boas apresentações estejam saindo já no final do Brasileiro

Correndo risco real de ficar fora da Libertadores após cinco anos consecutivos, o Atlético vive uma mistura de sentimentos neste fim de ano. De um lado, a esperança em alcançar uma vaga no G-7 ou possíveis G-8 e G-9. De outro, a lamentação pela chegada tardia de Oswaldo de Oliveira, que ganhou o grupo e melhorou a equipe, mas não teve tempo suficiente para alcançar voos mais altos na tabela. Instável durante quase todo o Brasileirão, o Galo só começou a reagir no fim de setembro e pode pagar caro no desfecho do campeonato.

"Não sei como chegaremos, mas agora temos de descansar e estudar as chances, é o que resta. É uma pena terminar o campeonato agora, depois da chegada do Oswaldo, a equipe vem crescendo e estamos vivendo um momento maravilhoso", comentou o lateral Fábio Santos, após o empate contra o Corinthians.

De fato, Oswaldo de Oliveira deu uma nova cara ao Atlético. Isso aconteceu a partir da 26ª rodada, no fim de setembro. De lá pra cá, o Galo só não pontuou mais que o Vasco e o São Paulo. Foram apenas duas derrotas em 12 partidas com o treinador. Nas outras dez, venceu cinco e empatou a outra metade. O time deixou a ameaça do rebaixamento de lado e passou a brigar por uma vaga na Libertadores, mas as mudanças também aconteceram de outras formas. Jogadores como Robinho e Fred voltaram a se destacar e o time, que só perdeu um jogo em casa, um dos seus principais problemas no turno.

Se o Atlético mantivesse o atual desempenho de Oswaldo (55,5%) também com os antecessores Roger Machado e Rogério Micale, a equipe estaria hoje com 61 pontos, brigando entre os quatro primeiros por uma vaga na fase de grupos da Libertadores. Como isso não aconteceu, o Atlético-MG precisa não só fazer sua parte, mas até torcer para Grêmio e Flamengo se darem bem na Libertadores e Sul-Americana, respectivamente, para ver seu objetivo com um pouco mais de otimismo.

"Falei com os jogadores, é claro que aumenta a dificuldade de conquistar uma vaga, mas buscaremos até o fim. Pode ser que a gente consiga. Tem algumas coisas para acontecer, vamos insistir com isso, eu alertei isso a todos", comentou Oswaldo.

Na última rodada, o Atlético pegará o Grêmio dentro do Independência. Até lá, o time já saberá se a luta continuará sendo pelo atual G-7 ou pelo G-8, caso o tricolor fature a Libertadores. Além de fazer seu dever de casa, o Galo ainda terá que torcer contra pelo menos dois concorrentes diretos: o Flamengo, Vasco, Botafogo e a Chapecoense.

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