Roger diz que Botafogo não quis pagar tratamento de tumor; clube nega

Do UOL, em São Paulo

  • Thiago Ribeiro/AGIF

    Roger quando defendia o Botafogo

    Roger quando defendia o Botafogo

De partida do Botafogo, Roger afirmou em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN, que o Botafogo não quis bancar a cirurgia para a retirada de um tumor benigno em seu rim direito. Magoado, disse que recusaria um novo contrato do clube mesmo que fosse o melhor de sua carreira. O programa ainda não foi ao ar, mas a história repercutiu neste sábado (2): o Botafogo acusou o atleta de mentir e o atacante rebateu no fim da noite ao informar que tem provas de suas declarações.

O atleta foi operado no começo de outubro no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A família de Roger demonstrou descontentamento com o clube na época. A postura da equipe, segundo Roger, foi preponderante na hora de assinar com o Internacional. O fato, porém, não impediu o camisa 9 de fazer proposta ao Botafogo após a cirurgia. O Alvinegro considerou o pedido alto e fez contra-proposta, jamais respondida - ele fechou com o Internacional.

"O Botafogo poderia oferecer o melhor contrato da minha vida, eu ia não ficar. Recebi uma ligação um dia antes da minha cirurgia, o clube dizendo que fez uma reunião e que achava mais justo não pagar pela cirurgia. Isso me magoou muito", revelou no Bola da Vez.

Ao programa Bate Bola, posteriormente, Roger detalhou a situação. "O doutor Rafael (responsável pela cirurgia) me ligou para acertar e a segunda e a terceira parcelas, porque o Botafogo não pagou. Tenho a mensagem do doutor. Tenho mensagem do Cacá (Antônio Carlos Azeredo, vice de futebol do Botafogo) falando que ia pagar 50% (da cirurgia). Passar por mentiroso eu não vou passar. Sempre fui um cara sério, compromissado", desabafou.

O atacante explicou que o Botafogo pagou a primeira parcela da cirurgia, porém não honrou a segunda e a terceira. Roger ainda contou que o clube bancou os R$ 22 mil devidos ao hospital onde foi realizada a operação, além da primeira de três partes do custo da cirurgia. As outras duas foram deixadas em aberto, resultando na cobrança do médico ao atleta.

Botafogo diz que pagou as contas

Presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira afirmou que o clube não arca com planos de saúde de atletas e que não tinha obrigação de pagar as despesas médicas de Roger neste caso, porém informou que os custos foram arcados pela equipe. O dirigente prometeu acionar o departamento jurídico após as declarações o Roger e ainda criticou o atleta de negociar com Corinthians e Inter enquanto buscava apoio para tratamento.

"O que se espera de um jogador profissional com salários em dia é que ele tenha seu plano de saúde para cuidar de si e sua família. Efetivamente não é responsabilidade de um clube de futebol pagar o plano de saúde do jogador, até porque isso deveria ter sido combinado na assinatura do contrato. Estava mais do que claro que a obrigação do jogador era ter seu plano de saúde", disse.

"Entretanto, o Botafogo assumiu os custos dessa cirurgia. Envolvem hospital e médicos. Quem falou com ele, como falou com ele, não vem bem ao caso. Essa questão de tempo, até porque enquanto ele falava conosco, ele negociava com o Corinthians. Enquanto reclamava que queria um carinho do Botafogo, negociava com o Internacional. Parece que é um doce inocente que quando se sentia decepcionado no Botafogo, buscava apoio financeiro em outros dois clubes simultaneamente. Essa declaração não é verdadeira, sendo do Botafogo os custos médicos e de hospital, não sendo obrigação", completou.

Ao Bola da Vez, Roger declarou que o tratamento do tumor  foi o momento difícil que enfrentou na vida. Ele disse que descobriu a doença depois de sentir uma dor muito forte. Ao procurar um especialista, a doença foi diagnosticada. A primeira reação foi muito choro. Ele falou que foi curado porque teve bons médicos e revelou que deseja se tornar político para permitir que outros brasileiros tenham acesso a tratamento rápido e de qualidade.

O atacante também recebeu muito carinho de profissionais de futebol. Roger contou que técnicos, jogadores da seleção e de outros clubes ligaram manifestando solidariedade. O jogador nem sabia se ia voltar a jogar neste ano, algo que ocorreu, e afirmou que desejava aproveitar a companhia da mulher e dos filhos.

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