STJD x Ponte: cinco jogos com portões fechados e pena máxima a Rodrigo

Do UOL, em Santos (SP)

Dos males, o menor. Em julgamento realizado na tarde desta segunda-feira (4) por conta da invasão de campo no jogo da 37ª rodada da Série A, contra o Vitória, a Ponte Preta se livrou de ter que atuar longe do Moisés Lucarelli; porém, recebeu do STJD uma punição de cinco partidas sem torcida - além de uma multa de R$ 30 mil. O órgão ainda puniu Rodrigo com seis jogos de suspensão e manteve o placar em 3 a 2 para os rubro-negros.

A decisão é em primeira instância e a Ponte Preta irá recorrer. A punição é válida para jogos de competições organizadas pela CBF. No caso do time campineiro, Copa do Brasil e Série B do Brasileiro.

"Iremos recorrer tentando reduzir ainda a pena, assim como a procuradoria também pode recorrer tentando aumentá-la, porém consideramos que hoje conseguimos uma grande vitória para a Ponte Preta", disse o diretor jurídico alvinegro Giuliano Guerreiro, que deixou o STJD bastante satisfeito com a decisão do Tribunal.

"O advogado  João Felipe Artiolli realizou uma brilhante sustentação oral de nossa defesa,  fazendo analogia com outros casos precedentes de invasão ocorridos no futebol brasileiro, como o do Coritiba e o do Vasco, mostrando que no Majestoso a Ponte tomou todas as medidas que podia inclusive identificando invasores e que não houve feridos. Esse argumento foi reconhecido pelo Tribunal e por isso a sentença mais branda em relação ao que foi pedido", acrescentou.

Vale lembrar, porém, que a Ponte segue com o Moisés Lucarelli interditado pelo STJD e, por enquanto, não pode mandar jogos em sua casa. O estádio só será liberado depois que 'o clube comprove que o local esteja em condições de realizar os jogos com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização'. A liberação está condicionada a uma vistoria da CBF com laudo constatando sua regularidade. O clube já trabalha para 'desenterditar' o local ao menos até o início do Paulistão, em janeiro.

Por conta da invasão ao gramado, a Ponte Preta foi enquadrada nos artigos 211 e 213 (incisos I, II e III) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (veja abaixo) e corria o risco de ser punida com a perda de até 30 mandos de campo (dez por cada inciso) - além de uma multa que poderia chegar a R$ 400 mil (R$ 100 mil pelo art.211 e R$ 100 mil por cada inciso do art.213).

Reprodução
Já o zagueiro Rodrigo pegou pena máxima. Enquadrado no artigo 258 do CBJD por "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva", Rodrigo foi punido com seis jogos de suspensão após dar uma 'dedada' no atacante Tréllez, do Vitória. O zagueiro tem vínculo com a Ponte Preta até o fim de 2018, mas deverá ter o contrato com o clube campineiro rescindido.

Os auditores do STJD ainda optaram por manter o placar de 3 a 2 da partida entre Ponte Preta e Vitória. Existia a possibilidade de o resultado ser alterado para 3 a 0.

Três representantes da Ponte Preta estiveram no julgamento realizado na tarde desta segunda-feira: João Felipe Artioli (advogado), Giuliano Guerreiro (diretor Jurídico) e Gustavo Vallio (diretor financeiro).

Relembre o que aconteceu

O jogo entre Ponte Preta e Vitória foi encerrado aos 39min do segundo tempo, por falta de segurança, depois que torcedores do time campineiro invadiram o campo do Moisés Lucarelli. Na súmula, o árbitro revelou que aguardou o tempo previsto para reiniciar o jogo, mas ouviu do responsável pelo policiamento que não havia condições de dar segurança ao jogo.

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