Em jogo fraco e cheio de erros, São Paulo empata sem gols com o Ceará

Do UOL, em São Paulo (SP)

A falta de bons resultados segue incomodando o São Paulo. E diferentemente das eliminações no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, o time não apresentou um futebol intenso e de maior qualidade neste domingo, quando visitou o Ceará no Castelão. A partida da segunda rodada do Campeonato Brasileiro foi dominada por erros de passes, expôs fragilidades ofensivas dos times e terminou empatada por 0 a 0.

Diego Aguirre mais uma vez tentou mudar a equipe, com quatro mudanças entre os titulares e variações táticas ao longo do jogo. Até o recém-contratado Everton foi escalado, mas só conseguiu uma finalização e ainda saiu machucado no segundo tempo. Momentos de perigo só vieram quando Nenê, que entrou no intervalo, e Cueva se aproximaram. O goleiro Everson, porém, só precisou agir em dois chutes em toda a partida.

O Ceará também pouco incomodou Sidão, que trabalhou apenas aos 41 para fazer boa defesa em Felipe Azevedo. Com o empate, o Tricolor chega a quatro pontos em duas rodadas e agora pensa no Fluminense, rival do próximo domingo, às 16h. No mesmo dia e horário, os cearenses tentarão a primeira vitória na Série A, diante do Flamengo, no Castelão. Na estreia, os alvinegros haviam perdido por 2 a 0 para o Santos.

Stephan Eilert/AGIF

O melhor

Em uma partida tão fraca como a deste domingo, a tarefa de eleger um destaque é árdua. Mas cabe ressaltar o desempenho do garoto Militão. Enquanto ainda não renova o contrato válido até janeiro do próximo ano, o defensor foi lateral-direito e zagueiro com a mesma eficiência: segurança para desarmar e habilidade nas descidas para o ataque.

Os piores

Liziero causava espanto no São Paulo pela regularidade em seus nove primeiros jogos como profissional. Contra o Ceará, no entanto, o jovem de 20 anos caiu de rendimento. Muitos passes errados, uma tônica das duas equipes, e alguns lances em que parecia estar com a perna pesada. Tréllez também esteve muito mal. Não à toa, ambos foram sacados por Aguirre no intervalo.

Espelho quebrado

Marcelo Chamusca decidiu inovar e tentar espelhar o esquema tático do São Paulo, que usou três zagueiros nas últimas partidas. Mas a surpresa foi de Diego Aguirre, que retomou o 4-3-3 para o jogo em Fortaleza. Isso deixou os donos da casa desorganizados nos primeiros minutos, com o Tricolor controlando o meio de campo sem dificuldades. Chamusca, no entanto, conseguiu ajustar seu time e só foi levar um ataque tricolor por volta dos 38 minutos.

Passes errados

Quando o Ceará corrigiu seu posicionamento e passou a se impor no ataque, o São Paulo mostrou firmeza defensiva e não deixou Sidão trabalhar nenhuma vez além de cruzamentos na área. Mas uma quantidade absurda de erros de passes colocou o Tricolor a perigo. A bola não saía da defesa, com grande contribuição de Hudson, Liziero e Cueva e seus toques errados.

Qual o verdadeiro Cueva?

Além de erros de passes, Cueva sofria para marcar pela direita com Militão e até para dominar a bola com a marcação adiantada do Ceará. Aguirre percebeu que a participação do peruano podia ser problemática e o trocou de posição com Tréllez. O camisa 10 passou a ficar centralizado, com mais liberdade, e conseguiu se aproximar do estreante Everton para linda tabela que quase terminou em gol. A enfiada de Cueva foi letra, com muita categoria.

Aguirre sem cerimônias

Se o time não funcionou, o banco pode ser solução. E Aguirre não teve nenhuma vergonha de mexer logo duas vezes no intervalo em Fortaleza. Liziero, em sua pior jornada como titular, e Tréllez, novamente muito mal, foram sacados para Régis e Nenê entrarem. O esquema com três zagueiros voltou e o time ganharia mais criatividade no ataque. Só que a etapa final foi ainda pior.

Azar de principiante

Everton foi anunciado na terça, apresentado na quarta, regularizado na sexta e já estreou neste domingo como titular do São Paulo. No início do jogo, mostrou ímpeto para jogadas individuais pela esquerda, pareceu sentir a falta de aproximações para tabelar e deu o único chute a gol da equipe. Na volta do intervalo, podia ter mais companhia com Nenê em campo, mas sentiu problema na virilha ao tentar cruzamento. O meia-atacante recebeu atendimento médico e saiu aos 18 minutos para dar lugar a Valdivia.

Perigo zero

Os passes errados diminuíram no segundo tempo. Mas a velocidade do jogo também, por mais que o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior deixasse as jogadas fluírem, com mais de 60% do tempo com bola rolando. As defesas se fecharam com eficiência e os meias nada criaram. A partida tornou-se ainda mais pobre tecnicamente e os goleiros só precisaram trabalhar no fim: Everson pegou chute de longe de Nenê, aos 39, e outra de Régis, aos 49, e Sidão salvou finalização de Felipe Azevedo aos 41 minutos.

Reclamação de pênalti

Por volta dos 30 minutos, Régis recebeu de Cueva na direita e tentou cruzamento. O lateral-esquerdo Rafael Carioca usou a mão direita para desviar a bola e deixou o são-paulino indignado pedindo pênalti. O árbitro não entendeu a jogada como irregular e o jogo seguiu.

Jejum persistente

Foi a quinta partida do São Paulo como visitante desde a chegada de Aguirre. E até agora o time não venceu. Foram três derrotas e dois empates, ambos sem gols - o outro havia sido contra o Rosario Central, pela Copa Sul-Americana. O único gol marcado longe de casa foi de Tréllez, contra o Atlético-PR, pela Copa do Brasil.

Preocupação com Rodrigo Caio

Em disputa de bola aos 43 minutos, Rodrigo Caio caiu no gramado desolado e foi amparado pelos companheiros. Depois, segundo a reportagem da TV Globo, o zagueiro avisou o médico José Sanchez que desconfiava de uma fratura no pé: "Senti o estalo, acho que quebrei".

FICHA TÉCNICA:
CEARÁ 0X0 SÃO PAULO

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/Hora: 22 de abril de 2018, às 16h
Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR)
Assistentes: Rafael Trombeta e Luciano Roggenbaum (ambos do PR)
Cartões amarelos: Luiz Otávio (CEA); Edimar (SAO)

CEARÁ: Everson, Tiago Alves, Valdo e Luiz Otávio; Arnaldo (Naldo), Juninho, Pio, Rafael Carioca e Wescley (Roberto); Felipe Azevedo e Arthur (Elton). Técnico: Marcelo Chamusca.

SÃO PAULO: Sidão, Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Petros, Hudson e Liziero (Régis); Cueva, Everton e Tréllez (Nenê). Técnico: Diego Aguirre.

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