Do campo ao banco em 30 anos: Aguirre revê "mestre" Abel por embalo no BR

José Eduardo Martins e Leo Burlá

Do UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro

  • Fotos de Lucas Merçon e Rubens Chiri

    Abel e Aguirre: juntos em 88, em lados opostos 30 anos depois

    Abel e Aguirre: juntos em 88, em lados opostos 30 anos depois

O temperamento mais contido de Diego Aguirre em nada lembra os arroubos de explosão de Abel Braga. Mas, apesar das diferenças, os técnicos de São Paulo e Fluminense têm histórias que se cruzam desde que o uruguaio infernizava as defesas adversárias.

Em 1988, Aguirre desembarcou em Porto Alegre para integrar o elenco do Internacional. No banco de reservas, Abel, técnico que tentará desbancar no jogo deste domingo, às 16h, no Maracanã. Lá se vão 30 anos, mas o são-paulino ainda tem na memória as lições aprendidas com o adversário desta tarde.

"É verdade, trabalhei com o Abel. Eu não me lembro de ter enfrentado [como técnico] outra pessoa que foi meu treinador quando eu era jogador. Além de ser um grande treinador, ele é uma pessoa fantástica", recordou ele.

No Beira-Rio, a dupla não levantou taças, mas chegou perto. Em 1988, o Colorado perdeu a final do Brasileiro para o Bahia e terminou com o vice-campeonato. Não teve troféu, mas um clássico diante do maior rival teve sabor de título para os dois. Abel era o técnico do Aguirre no "Gre-nal do Século", jogo válido pela semi do Brasileiro daquele ano. O Grêmio ganhava por 1 a 0 e o Inter perdeu Casemiro expulso no primeiro tempo. Ainda assim, o técnico mexeu na equipe, trocou o volante Leomir [hoje auxiliar de Abel] por Aguirre. O time ganhou mais força ofensiva e virou.

À frente de suas equipes, os dois têm apostado em um sistema com três zagueiros, modelo não muito comum entre os times da Série A. Admirador de seu primeiro "professor" no Brasil, Aguirre afirma que a troca de ideias com o antigo chefe ainda existe:

"Tenho boas lembranças dele e ainda mantenho contato. Conversamos também quando eu fui treinador do Internacional e do Atlético-MG".

Toda a cordialidade ficará um pouco de lado durante os 90 minutos. De olho na segunda vitória seguida no Brasileiro, os "pupilos" de Fluminense e São Paulo buscam dar uma boa arrancada neste início. No duelo de velhos conhecidos, só um professor deve sair sorrindo do Maracanã.

FLUMINENSE X SÃO PAULO

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Hora: 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

Fluminense
Júlio César; Renato Chaves, Gum e Frazan (Luan Peres); Léo, Richard, Jadson, Sornoza e Ayrton Lucas; Pedro e Marcos Junior 
Técnico: Abel Braga

São Paulo
Sidão; Militão, Arboleda e Anderson Martins (Bruno Alves); Régis, Petros, Jucilei, Liziero e Everton; Nenê e Trellez (Diego Souza).
Técnico: Diego Aguirre

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