Atlético-MG cria muito, mas ainda sofre por não conseguir matar as partidas

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Pedro Souza/Atlético-MG

    Atacante Ricardo Oliveira perdeu boas chances e andou devendo nas últimas partidas

    Atacante Ricardo Oliveira perdeu boas chances e andou devendo nas últimas partidas

O Atlético-MG é líder do Brasileiro, tem o quinto melhor ataque e não perde há cinco rodadas. Mas, apesar do bom momento, o time ainda tem algumas preocupações neste início de campeonato. Uma delas é a falta de pontaria para matar as partidas . Algumas vezes, as chances desperdiçadas renderam apenas ares dramáticos no apagar das luzes. Em outras ocasiões, elas fizeram falta e impediram que o time mineiro estivesse hoje com um rendimento ainda melhor.

Nessas primeiras rodadas do Brasileirão, o Atlético se consolidou como um time que cria muitas jogadas, e é quem mais finaliza. Acontece que o time também é um dos campeões em grandes oportunidades desperdiçadas. Até o momento, o Galo perdeu nove chances claras de gol, número inferior somente a Grêmio e Palmeiras. Róger Guedes, embora artilheiro, é o líder no quesito, seguido por Ricardo Oliveira, que só marcou duas vezes no campeonato.

"A gente está trabalhando nisso, sabemos que temos potencial para fazer mais gols. As oportunidades criadas são muitas. Não só nesses (jogos do Brasileiro), os 0 a 0 em casa e fora contra o Chapecoense, o jogo contra o San Lorenzo, que também dominamos. É importante ter autocrítica e reconhecer aonde temos que melhorar, é um passo importante para a evolução, para fazer mais gols e ter placares mais largos", comentou Thiago Larghi.

O exemplo mais recente aconteceu no clássico contra o Cruzeiro. Inaugurado o placar, o Galo ainda teve chances de fazer o segundo e decretar a vitória no Horto, mas não aproveitou bem alguns contra-ataques, perdeu um gol incrível com Ricardo Oliveira e só confirmou o triunfo após o apito final. O cenário parecido já havia acontecido diante do Atlético-PR, quando o time teve pelo menos quatro ótimas oportunidades de fazer o terceiro gol, todas desperdiçadas. Nas partidas contra o São Paulo e Vasco, únicos dois tropeços até aqui, o clube encaminhou a vitória por boa parte do segundo tempo, mas não conseguiu permanecer em vantagem e foi castigado nos dez minutos finais, somando apenas um ponto em seis disputados.

Centroavante participativo, mas devendo gols

Pedro Souza/Atlético-MG

Ainda artilheiro do Atlético na temporada, com onze gols, Ricardo Oliveira começou o ano em alta, mas deixou de balançar as redes tantas vezes no Brasileiro. Com apenas dois tentos na conta, o jogador vem sendo cobrado por causa das oportunidades mal aproveitadas, como aconteceu nas últimas duas rodadas. Por outro lado, tem contribuído de maneira importante na recomposição de jogo ou nas criações ofensivas do time.

"O Ricardo trabalha muito coletivamente. É claro que ele também espera fazer mais gols, como é do histórico dele. Mas quando ele não faz, ele ajuda atacando e defendendo, criando chances para os companheiros", falou Larghi.

Um dos motivos para o baixo aproveitamento de Ricardo Oliveira pode ser explicado pelo também baixo número de bolas alçadas na área. O estilo de Thiago Larghi já motrou sua preferência pela bola no chão. Apesar da alta estatura (1,82m) de seu centroavante, o Galo é apenas o 11º clube que mais cruza no Campeonato Brasileiro, além de ter uma média ruim, de 22,5% de acertos.

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