Santos perde para o Atlético-PR e fecha rodada na zona de rebaixamento

Do UOL, em São Paulo

Para o Santos, o jejum continua. A derrota por 2 a 0 na noite desta quinta-feira (31), na Arena da Baixada, fez a equipe fechar a oitava rodada do Campeonato Brasileiro na zona de rebaixamento e chegar ao quinto jogo sem triunfos. Para o Atlético-PR, a sensação foi de alívio. Os três pontos somados em casa, com gols de Thiago Heleno e Guilherme, romperam uma sequência de nove partidas sem comemorar uma vitória.

Com seis pontos e um jogo a menos, o Peixe ocupa o 18º lugar na tabela, gerando ainda mais pressão no técnico Jair Ventura, cada vez mais contestado. Na próxima rodada, o adversário será o Vitória, neste domingo (3), na Vila Belmiro. Já os paranaenses subiram para a 13ª posição, com nove pontos, tendo como próximo compromisso no Brasileirão o duelo com o América-MG, também no domingo, no Independência.

O melhor: Carleto decide nas jogadas de bola parada

Embora as equipes treinadas por Fernando Diniz sejam notórias pela valorização da posse, o Atlético-PR chegou à vitória em jogadas de bola parada. E ambos os gols nasceram do pé esquerdo de Thiago Carleto. No primeiro tempo, o ala-esquerdo cobrou escanteio na cabeça do zagueiro Thiago Heleno, livre de marcação, para fazer 1 a 0. Na etapa final, ele aproveitou sua principal característica, a força do chute, e encheu o pé em cobrança de falta. Vanderlei deu rebote, e Guilherme aproveitou para ampliar.

Revelado nas categorias de base do Santos, Carleto estava tão confiante diante do ex-clube que, no primeiro tempo, arriscou chute direto em cobrança de falta um pouco à frente do círculo central. O arremate foi tão potente que Vanderlei também não conseguiu segurar, mas desta vez o rebote não gerou perigo ao Peixe.

O pior: Eduardo Sasha esbanja falta de produtividade

Fosse no suporte à defesa ou na armação ofensiva, Eduardo Sasha teve uma atuação péssima na Arena da Baixada. Quando dominava a bola, não dava continuidade às jogadas. As inversões de posições com Gabigol, especialmente no primeiro tempo, também não funcionaram. Ainda assim, ele seguiu prestigiado por Jair Ventura em campo e atuou por 90 minutos.

De voleio, Nikão quase faz gol de placa em Curitiba

Em um jogo muito brigado e pouco empolgante, qualquer lance mais plástico precisa ser valorizado. Por pouco, Nikão não anotou um golaço para o Atlético-PR. Aos 35 minutos do primeiro tempo, o atacante aproveitou um cruzamento de Guilherme e, na entrada da área, acertou um voleio. A bola ainda quicou no gramado antes de parar no travessão de Vanderlei, que não tinha o que fazer, a não ser torcer para não entrar.

Vontade de Rodrygo destoa de apatia do Santos

Teoricamente com a proposta de pressionar a saída de bola adversária e contra-atacar, o Peixe não fez uma coisa nem outra. Quando tentou fazer, fracassou. A chance mais clara de gol ocorreu aos dez minutos do primeiro tempo, com David Braz, que cabeceou uma cobrança de escanteio de Jean Mota, mas mandou para fora.

Aberto pelo lado esquerdo do ataque, o atacante Rodrygo, de 17 anos, mostrou personalidade diante da apatia de seus companheiros e deu trabalho. Uma situação que mostra claramente a falta de sintonia ofensiva alvinegra ocorreu aos 25 minutos da etapa inicial: Rodrygo disparou do campo de defesa e puxou contra-ataque perigoso, mas não foi acompanhado por ninguém. Isolado, tentou o drible na área e acabou desarmado.

Aos 19 da etapa final, um minuto depois de Gabigol ter um gol anulado por impedimento, Ventura sacou o volante Renato para colocar o atacante Bruno Henrique. Com muito desespero e pouca organização, a reação ficou na ameaça.

Pressão para Jair, alívio para Diniz

Fernando Diniz e Jair Ventura vieram para o jogo pressionados por resultados mais contundentes. Enquanto o comandante do Atlético-PR amargava uma sequência de nove partidas sem vencer, o treinador do Santos convivia com as críticas pela apatia da equipe em campo.

Mesmo optando por um sistema de jogo ofensivo e com jogadores habilidosos, o Peixe chegou à quarta partida sem fazer gol. Fora de casa, a equipe não sabe o que é uma vitória há quase dois meses - o último triunfo como visitante ocorreu diante do Estudiantes-ARG (1 a 0), pela fase de grupos da Copa Libertadores, no dia 5 de abril. 

Santos quase perde o hino

Minutos antes de a bola rolar na Arena da Baixada, uma cena chamou a atenção: apenas o Atlético-PR estava perfilado em campo quando começou a execução do hino do Paraná, como manda a lei estadual. Os jogadores do Santos subiram ao gramado apenas nos primeiros acordes do Hino Nacional e foram recebidos com vaias pela torcida. Ninguém do clube paulista justificou o atraso.

Reprodução de TV/SporTV

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR 2 x 0 SANTOS

Data: 31/05/2018
Local: Arena da Baixada, Curitiba (BRA)
Hora: 21h (de Brasília)
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade e Ciro Chaban Junqueira (ambos do DF)
Público e renda: 9.173 presentes / R$ 181.655,00
Cartões amarelos: Carleto (Atlético-PR); Bruno Henrique (Santos) 
Gols: Thiago Heleno, aos 17 minutos do primeiro tempo; Guilherme, aos 8 do segundo tempo.

ATLÉTICO-PR: Santos; Wanderson, Thiago Heleno, José Ivaldo; Rossetto, Camacho, Lucho Gonzalez e Carleto; Nikão (Bergson), Guilherme (Raphael Veiga) e Pablo. Técnico: Fernando Diniz

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Renato (Bruno Henrique), Diego Pituca (Léo Cittadini) e Jean Mota; Eduardo Sasha, Rodrygo (Yuri Alberto) e Gabigol. Técnico: Jair Ventura

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