Em crise no Atlético-PR, Diniz revê algoz do melhor trabalho como técnico

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Ernesto Rodrigues/Folhapress

    Defesa do Audax não segurou contra-ataque do Santos: Diniz reencontra algoz, agora pelo Furacão

    Defesa do Audax não segurou contra-ataque do Santos: Diniz reencontra algoz, agora pelo Furacão

Eram 34 do segundo tempo quando Tchê Tchê, hoje no Palmeiras, errou um passe próximo à defesa do Audax, na já conhecida proposta de sair trocando passes das equipes de Fernando Diniz. O time de Osasco vencia por 1 a 0 o jogo de ida das finais, mas com um chute na gaveta de Ronaldo Mendes (hoje nos Emirados Árabes), o Santos empatou. Na volta, na Vila Belmiro, um jogo equilibrado que acabou com vitória e título santista por 1 a 0, gol de Ricardo Oliveira.

O ano de 2016 parecia promissor para Diniz, que passou a ser badalado pelo futebol vistoso do Audax. Naquelas finais, o time teve mais posse de bola nos dois jogos. Na finalíssima, em plena Vila Belmiro, teve 67% da posse da bola, arrematou mais vezes que o Santos (12 a 6), trocou 489 passes errando apenas 37, mandou no jogo. Ricardo Oliveira, então aos 36 anos, encaixou um contra-ataque e fez 1 a 0. Foi a segunda vitória do Santos em três jogos contra o rival, contando a fase de classificação. Diniz ganhou reconhecimento, mas a taça ficou com o Peixe.

Nesses dois anos que separam aquele jogo do duelo desta quinta-feira, 21h na Arena da Baixada, Fernando Diniz não repetiu o sucesso daquele time. Quase caiu com o Oeste na Série B, também em 2016, e caiu com o Audax no Paulistão 2017. Recebeu o convite do Atlético e completará cinco meses de trabalho com a equipe reencontrando o algoz de seu melhor trabalho numa jogo que pode encerrar ou ampliar um jejum de nove partidas sem vitória.

Sem dar entrevistas antes dos jogos, a única manifestação de Diniz sobre o duelo foi ao site oficial do Atlético. De maneira respeitosa, elogiou o Santos – que também chegará à Curitiba sob pressão – e minimizou a baixa produção atleticana. "É um jogo difícil. É uma equipe tradicional, com muitos jogadores que têm capacidade de decidir. Treinamos bastante e focados nas qualidades do Santos. Outro ponto que caracteriza o Santos historicamente é ter jogadores técnicos, que tocam bem a bola. São jogadores que temos que tomar cuidado", descreveu o site sobre o que Diniz pensa da partida.

Cobrado pela torcida, Diniz sustenta que o time está em evolução após o empate em 0 a 0 com o Paraná, que interrompeu uma sequência de cinco derrotas, mas ampliou para nove as partidas sem vitória. "Embora não tenha vencido, a equipe teve um comportamento equilibrado, principalmente no segundo tempo. Temos que procurar evoluir o que foi, em especial, o segundo tempo", disse.

Desde aqueles jogos contra o Santos, Diniz tem dificuldades para fazer suas equipes repetirem os grandes momentos que teve com o Audax. Na época projetava: "Como na vida, o futebol é assim incerto mesmo, nem sempre é por lógica. Mas eu tenho certeza que se o meu time jogar como jogou ontem, vai ganhar na maioria das vezes no futebol", disse em coletiva. Viu o Oeste amargar um jejum de 16 jogos sem vitória e caiu com o mesmo Audax sendo o pior entre 16 times no Paulistão 2017, com 2 vitórias e 3 empates em 12 jogos.

No Atlético, protagonizou dois jogos memoráveis, contra Newell's Old Boys (3 a 0) e Chapecoense (5 a 1), para depois parar de vencer. A cada partida, a mesma dificuldade: linha de marcação alta e posse no campo adversário, sem conseguir marcar, cedendo terreno para o oponente chegar ao gol. Como na arrancada de Ricardo Oliveira que impediu o sonho do título paulista. Dentro da zona de rebaixamento do Brasileirão, Diniz tem o suporte público da diretoria para tentar o que não conseguiu naquele 2016.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-PR X SANTOS

Data e hora: 31/05/2018 (quinta-feira), às 21h (Brasília)
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)

Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF) e Ciro Chaban Junqueira (DF)

ATLÉTICO-PR: Santos; Pavez (Wanderson), Thiago Heleno e José Ivaldo; Matheus Rossetto, Camacho, Lucho González e Thiago Carleto; Nikão, Guilherme e Pablo.
Técnico: Fernando Diniz.

SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Diego Pituca, Renato (Léo Cittadini) e Jean Mota; Gabigol, Eduardo Sasha e Rodrygo.
Técnico: Jair Ventura.

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