Com desfalques e maratona, Loss iguala pior fase de Carille no Corinthians

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

A torcida do Corinthians vaiou a equipe e reclamou de substituição durante o empate por 0 a 0 com o Vitória, no último sábado (9), na Arena. A insatisfação com o técnico Osmar Loss tem explicação. O treinador igualou a sequência instável de Fábio Carille no segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado. Em seis partidas no comando do alvinegro, ele conquistou apenas uma vitória, empatou duas vezes e perdeu três confrontos. 

Depois de fazer um primeiro turno quase perfeito, o Corinthians caiu de produção em 2017. Na sequência do returno, o time de Carille empatou com o Cruzeiro (1 a 1), ganhou do Coritiba (3 a 1), perdeu para o Bahia (2 a 0), igualou o placar com o Grêmio (0 a 0), e sofreu revés contra Botafogo (2 a 1) e Ponte Preta (1 a 0). Na época, teve até quem duvidasse de uma recuperação da equipe. Porém, após ganhar do Palmeiras por 3 a 2, as coisas entraram nos eixos e o time ganhou o título.

Desta vez, é o sucessor que sofre com tal desempenho abaixo do esperado. Vale destacar, porém, que Loss não teve tempo para implantar o seu sistema de trabalho ou para corrigir erros. Desde que assumiu o comando, no dia 23 de maio - ou seja, há menos de 20 dias -, ele já comandou o Corinthians em seis partidas.

Além disso, o treinador precisou conviver com uma série de desfalques. No jogo deste sábado, por exemplo, ele não tinha à disposição por causa de lesões e convocações para as seleções do Brasil e do Paraguai: Cássio, Fagner, Balbuena, Jadson, Romero, Clayson, Ralf e Renê Júnior. Por isso, e até pela política do Corinthians nos últimos anos, ele segue com prestígio da diretoria.

"Temos claro que o trabalho que o Loss vem fazendo é uma sequência do Carille, ele não teve nem tempo para treinar. Podemos considerar oito jogadores que poderiam estar como titulares e estão fora, isso é importante. São diversos fatores, sabemos que tem que ter calma. Essa parada da Copa será importante para que todos voltem e ele comece a colocar o trabalho dele", disse o diretor de futebol do clube, Duílio Monteiro Alves.

"Ele está mantido independentemente do resultado [contra o Bahia, na quarta-feira]. É lógico que buscamos uma vitória, que será importante nesse momento, pela tabela, mas essa opção não existe, a gente confia no trabalho dele", afirmou o dirigente. 

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