Jair Ventura lembra promessa contra rebaixamento e desconversa sobre saída

Do UOL, em São Paulo

Em meio à expectativa pela contratação de Fábio Carille para 2019, o técnico Jair Ventura não adotou neste domingo (2) um discurso de despedida do Corinthians e defendeu o seu trabalho, apesar dos números desfavoráveis. 

A derrota sofrida para o Grêmio por 1 a 0 na Arena, em Porto Alegre, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, foi a nona do comandante no clube paulista - ele soma ainda quatro vitórias e seis empates. Jair, no entanto, ressaltou que no período em que esteve no cargo a equipe chegou ao vice-campeonato da Copa do Brasil e se livrou do rebaixamento. 

"A vida de treinador sempre é assim quando os resultados não acontecem. Mas não se pode pegar o percentual e falar só percentual. Há outras circunstâncias. Quando eu cheguei, vocês me perguntavam como eu iria encarar uma situação dessas, de mudanças, de várias perdas. Mas de 80 equipes que começaram a Copa do Brasil, 78 foram eliminadas e duas chegaram à final", disse o treinador. 

" Os jogos que você perde, isso diminui este percentual, mesmo os de mata-mata. Dentro de tudo que aconteceu, não foi tão bom, mas foi o possível. Poderia ter sido melhor? Poderia. E pior? De repente foi a circunstância que era possível", completou. 

Com a derrota na capital gaúcha, o Corinthians terminou o Brasileiro na 13ª colocação, com 44 pontos, dois de vantagem para o Sport, que foi o primeiro na zona do rebaixamento e vai jogar a Série B no ano que vem. O time paulista garantiu a permanência na penúltima rodada, ao empatar com a Chapecoense em Itaquera.

"Fui até incisivo e fui cobrado quando falei que a gente não cairia e não caiu. Sempre quanto ao descenso a gente estava quatro times acima, ou cinco times que teriam que ultrapassar. A gente queria classificar à Libertadores ou o bi brasileiro e conseguiu a Sul-Americana. Pouco para a grandeza do Corinthians, mas dentro de todas as dificuldades fomos campeões paulistas e vices da Copa do Brasil. Falo fomos porque me sinto parte do processo", afirmou Jair. 

Depois de possivelmente ter comandado o Corinthians pela última vez, o técnico manteve o discurso que adotou ao longo de toda a semana sobre a permanência. "Sigo trabalhando normalmente, com meu planejamento. Tenho contrato até dezembro do ano que vem", disse ele, que não conversou com o presidente Andres Sanchez ou outro membro da diretoria sobre a situação. "Eu tenho contrato e neste cenário você só vai ser avisado se não vai seguir. Como não teve conversa, você segue trabalhando normalmente".

Jair nega qualquer arrependimento caso seja de fato demitido do clube paulista. "Faria a mesma coisa. Receber um convite do Corinthians, independentemente da circunstância, não tem como não aceitar".

Sobre a derrota para o Grêmio, o treinador lamentou a apatia do time no primeiro tempo. "Às vezes a gente tem que tomar gol para começar a jogar. E foi o que aconteceu hoje (domingo) de novo. Nem sempre vai dar para reverter a situação", concluiu. 

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