Ele fracassou como 'novo Seedorf' e não deixa a menor saudade no Botafogo

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Vitor Silva/SSPress

Classificado para jogar a Libertadores após 17 anos, o Botafogo se viu em situação dramática ao perder Seedorf dias antes da estreia na competição. Após a aposentadoria do holandês, a diretoria escolheu Jorge Wagner para herdar a camisa 10. Nada deu certo, tanto que o jogador ficou apenas sete meses em General Severiano. Neste sábado, contra o Vitória, no Engenhão, o Alvinegro reencontra o apoiador, que não deixou saudade no Rio de Janeiro.

Se em 2014 Jorge Wagner fracassou na missão de liderar o Botafogo na Libertadores, na atual temporada, o objetivo é mais modesto, mas não menos difícil: trazer o Vitória de volta à elite do futebol brasileiro. Ele chegou a Salvador no início da temporada e apresenta trajetória irregular. Principal contratação, o camisa 10 já até figurou no banco de reservas em algumas oportunidades.

Curiosamente, Jorge Wagner vai estrear na casa do Botafogo. Isso porque o Engenhão estava fechado durante sua curta trajetória no Alvinegro. No ano passado, a maioria dos jogos da equipe ocorreram no Maracanã - o Estádio Nilton Santos reabriu em janeiro e já virou um trunfo do time do técnico René Simões.

No Botafogo, Jorge Wagner jamais conseguiu se firmar. Por incrível que pareça, a estreia foi a melhor possível: com vitória e gol diante do Madureira, em São Januário. No total foram 21 jogos, com três gols marcados. Acostumados com Seedorf, a torcida do Alvinegro não engoliu o futebol apresentado pelo veterano jogador.

E o próprio jogador se mostrava incomodado com o próprio rendimento. Ele até conversava com jornalistas do dia a dia do clube e se mostrava chateado com o que vinha acontecendo. Jamais culpou a torcida, queria dar a volta por cima e quando percebeu que isso não seria possível, se transferiu para o Kashima Antlers-JAP.

Nem mesmo respirando novos ares o apoiador conseguiu se reencontrar com o bom futebol. Tanto que ficou de julho a dezembro e os japoneses não quiseram a renovação. Jorge Wagner sequer foi aproveitado nos últimos três jogos, quando ficou apenas no banco de reservas.

No Vitória, ele voltou às suas raízes, já que foi no Bahia, também em Salvador, que Jorge Wagner deu início à vitoriosa carreira. Com 36 anos, ele conquistou 17 títulos. No currículo consta Libertadores, dois campeonatos brasileiros, além de quatro competições no Japão. Um fim de carreira que não combina com os feitos ao longo dos últimos anos.

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