Jorginho assume erros, aceita vaias e fala em "chacoalhar" o Vasco

Do UOL, em São Paulo

  • Paulo Fernandes/Vasco.com.br

A acirrada disputa pelo acesso intensifica o mau momento do Vasco da Gama na Série B do Campeonato Brasileiro. Após derrota por 2 a 0 para o CRB neste sábado (15), o técnico Jorginho admitiu ter responsabilidade na desorganização da equipe e prometeu mais trabalho.

"No geral, a equipe teve uma queda técnica e tática. Essa é a minha responsabilidade. Tentamos organizar a equipe e não está acontecendo", reconhece Jorginho, que usa como argumento o sucesso de alguns meses atrás. "Essa equipe já deu muitas alegrias ao Vasco, já foi aplaudida de pé inclusive recentemente."

Contra o CRB não foi aplausos que o Vasco ouviu em São Januário. O intervalo foi marcado por algumas vaias, que se repetiram em alguns momentos do segundo tempo. Torcedores chegaram a chamar o time de "sem vergonha" e até gritar "olé" para o time alagoano. O comportamento irritou, por exemplo, o volante Diguinho, que gesticulou com os braços pedindo mais vaias.

"O torcedor tem razão, não fomos bem. Temos que admitir isso", diz Jorginho, que desaprova a reação de Diguinho. "Não pode ser assim, pedir vaias, porque só vai aumentar a indignação do torcedor. Sei que não é fácil, o jogador fica de cabeça quente. Mas com certeza não posso aprovar uma situação como essa porque o torcedor tem razão", afirma.

O final da partida foi cercado de mistério pois o presidente Eurico Miranda deixou os camarotes minutos antes do apito. Ele foi ao vestiário para dar apoio a Jorginho – e não demiti-lo, como o deslocamento poderia dar a entender. O treinador tem sido criticado pelas más atuações da equipe.

"Saí triste do jogo. Aceito a vaia do torcedor, mas saio sempre de cabeça erguida porque minha postura é sempre olho no olho, pelo melhor para o Vasco da Gama", discursa Jorginho. "Vamos continuar acreditando que as coisas vão mudar. Precisamos chacoalhar para sair desta situação juntos."

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