Tática ou física? Inter tenta mudar postura para evitar desgaste excessivo

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Donaldo Hadlich/FramePhoto/Estadão Conteúdo

    William Pottker e DAlessandro estão entre os mais desgastados do elenco colorado

    William Pottker e DAlessandro estão entre os mais desgastados do elenco colorado

Um dos diagnósticos para o início claudicante da Série B feito pelo Inter apontou um problema físico. Mas não se tratava diretamente de falta de preparo, mas um desgaste em demasia ocasionado pela postura do time. Alinhando tática e física, Guto Ferreira e sua comissão técnica tentam, a longo prazo, minimizar tal problema adotando uma conduta diferente.

Desde o início do ano, o Internacional atuou sob o prisma de ser protagonista. Com isso, adiantou suas linhas e jogou praticamente sempre no campo do adversário. O problema disso, detectado já nos primeiros jogos da temporada, foi o contra-ataque. A cada vez que perdia a bola, o Inter precisava voltar em velocidade extra, desgastando jogadores como D'Alessandro e Nico López, que não aguentavam tal situação durante os 90 minutos com o mesmo potencial.

Independente das mudanças de formação ou escalação, a conduta seguiu a mesma. Jogador após jogador, esquema após esquema, todos mostraram-se enfraquecidos nos minutos finais de jogo. Por isso, a maioria dos gols sofridos ocorria no fim dos jogos. Foi assim contra ABC, Paysandu e Juventude, por exemplo.

Internamente, o Colorado apontou que não tem jogadores com tal característica. Não conseguiria recompor com tanta velocidade e acabaria se desgastando. Por isso, Guto Ferreira está mudando a conduta da equipe. Postadas mais atrás, as linhas do Internacional ficarão mais próximas de onde devem estar quando sem a bola.

Isso não quer dizer que o time não irá marcar no campo do adversário. Porém, vai dosar tal situação. Em determinadas ocasiões do jogo, preferirá esperar para dar aos atletas o tempo necessário de recuperação.

Outra situação que visa resolver a questão física do elenco são as entradas de Marcelo Cirino, Carlos e Fabinho. O trio se destaca na capacidade física e na velocidade de resposta. À frente ou para trás, movimentam-se com maior rapidez em relação a Nico López, Edenílson (recuado para lateral direita) e Brenner.

O problema físico e o erro de postura detectado pela comissão técnica acaba gerando, também, o maior defeito do time em 2017: a defesa. Sem a proteção 100% até o minuto final de jogo, o quarteto que protege a meta de Danilo Fernandes acaba sendo batido mais facilmente.

O Inter volta a campo neste sábado para enfrentar o Santa Cruz. O jogo será disputado no estádio do Arruda e está marcado para as 16h30 (de Brasília).
 

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