Inter fará autoanálise em busca de razão para 'trauma' de atuar em casa

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Rimoli/AGIF

    D'Alessandro se irritou com desempenho do Internacional. Time tem jogado pouco

    D'Alessandro se irritou com desempenho do Internacional. Time tem jogado pouco

Pode ser a pressão da torcida pela vitória convincente. Pode ser a retranca dos adversários. Pode ser a criação aquém do esperado ou mesmo a falta de jogadores em boa fase para resolver os problemas ofensivos. Mas fato é que o Internacional sofre atuando em casa. Entre as piores campanhas como mandante da Série B, o Colorado fará uma autoanálise para encontrar seus problemas.

Ficou claro o quanto é difícil jogar como mandante. Neste sábado, o Boa Esporte bateu o Inter sob olhar de mais de 20 mil torcedores. Foi 1 a 0 e a primeira derrota em casa na Série B. Só que faltam vitórias. Somente o Náutico foi superado em Porto Alegre. Nos demais jogos, empates contra Juventude, ABC e Paraná. Retrospecto que coloca o Inter como 17º campanha entre 20 clubes levando em conta só os jogos como mandante. Foram seis gols marcados, quatro sofridos.

"Nosso diagnóstico interno é feito. Temos conversado e vamos conversar de novo. Mas isso é feito internamente. Vocês fazem o de vocês", disse o vice de futebol Roberto Melo. "A solução é trabalhar. Meu trabalho é dar tranquilidade para o grupo e a comissão técnica. Identificar carências e tentar qualificar a equipe onde identificarmos essas carências", completou.

E para resolver tamanho problema, a ideia é olhar para si mesmo. O Colorado pretende encontrar as razões para a queda em casa e ataca-las o quanto antes.

"Nosso diferencial tem que ser o Beira-Rio. Temos que trabalhar esta questão. A favor e não contra o Inter. Quatro ou cinco jogos, com duas ou três vitórias estaríamos na liderança. Era para acontecer naturalmente, não está acontecendo. Temos conversado mas é um diagnóstico que temos feito para achar a maneira de jogar no Beira-Rio", explicou Melo.

"Gostaria que encontrássemos a solução. Tivemos volume, posse de bola, mas finalizações baixas. A bola girava mas não aparecia o ponto de finalização. Este ponto, quando acontecer, tem que ser solucionado. Não tivemos condição de fazer isso", lamentou o técnico Guto Ferreira.

Em busca de respostas, o Internacional ficou recluso durante a última semana. Em um resort na região metropolitana de Porto Alegre, apenas treinamentos fechados foram realizados. Sem a presença de torcedores ou mesmo da imprensa, a ideia era ter atacado os problemas. Mas em campo, nada diferente.

"Passamos por várias situações. A melhor formação, encontrar situações que encaixassem no time. E aí entra o lado psicológico do jogo. Ao mesmo tempo, temos que ter sorte e encontrar o gol. Não tomar. E aí a equipe vai se firmando no lado psicológico. E outras situações que a direção trabalha também", disse Guto. "Tivemos avanços, sim. Mas o tempo todo estamos mexendo uma peça e outra. Às vezes se avança aqui, e falta uma outra peça ali. Primeiro tem que achar os 11 melhores, depois vamos buscando soluções e achando os outros. Neste traçado de trabalho, estamos perdendo peças no setor ofensivo", acrescentou.

Mais uma semana irá se passar sem partidas. Desta vez no Centro de Treinamentos, o Internacional irá olhar para si. Contra o Criciúma, a partida pode simbolizar o fim da pressão ou desencadear uma série de fatos evidentes com a turbulência interna do clube.

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