'Atacante defensivo'. William Pottker é coringa de sistema do Inter

Do UOL, em Porto Alegre

William Pottker foi contratado com status de goleador. Artilheiro do último Brasileiro e do Paulista deste ano, craque da competição estadual em São Paulo, o atacante do Inter é sinônimo de poder ofensivo. Mas não é apenas assim que ele contribui com o time gaúcho. O principal movimento de recomposição treinado por Guto Ferreira tem nele o protagonista.

Com a bola, o Inter se monta no 4-4-2 com meio-campo em losango. Rodrigo Dourado é o primeiro volante, pela direita Edenílson, na esquerda Felipe Gutiérrez e D'Alessandro mais próximo dos atacantes Nico López e Pottker. Mas uma vez que perca a bola, a movimentação do Colorado para evitar sofrer ataques promissores começa com Pottker.

O atacante sai da posição de frente e alinha com os meio-campistas aberto pela direita. Com isso, Edenílson recua e alinha com Rodrigo Dourado. Felipe Gutiérrez abre para o flanco esquerdo. Nico López centraliza no ataque e D'Alessandro fica logo atrás dele. Desta forma monta-se um 4-4-1-1, que varia para -4-1-4-1 quando D'Ale afunda e Dourado volta a ser primeiro marcador.

"Faço minha parte. Na Ponte Preta eu também trabalhava assim. O bom é jogar, não importa onde ou como. Não tenho dificuldades e estou muito feliz", disse Pottker depois da vitória sobre o Ceará. "Meus companheiros correram muito, um jogo muito pesado, avançamos, recuamos, balançamos nossas linhas. Fizemos dois gols cedo e conseguimos a vitória", completou.

Proteção a Claudio Winck e controle dos flancos

Uma das razões para o recuo de Pottker pela direita é a necessidade de auxiliar defensivamente Claudio Winck. O lateral do Inter tem vocação ofensiva e falhas em momentos de marcação. Com Pottker à frente, o time de Guto Ferreira ganha uma barreira a mais até a defesa.

Além disso, o Colorado identificou que a maioria dos gols sofridos por ele nasce em jogadas de flanco. Dificilmente algum adversário da Série B tenta entrar tocando pelo meio. Desta forma, o 4-4-2 em losango deixaria os lados menos protegidos. A modificação na fase defensiva tem por objetivo, também, reforçar os lados.

"Só bola no pé não resolve. Tem que ter a bola no pé o maior tempo possível, mas pare recuperar tem que marcar. As grandes equipes do Inter sempre foram competitivas. Marcar quando tem que marcar, jogar quando pode jogar. A qualidade do nosso time é muito grande com a bola no pé. Sabemos conduzir o setor. Mas quando perdemos, tem que ter entrega para recuperar. Este equilíbrio entre a perda e a retomada da bola é que nos fará controlar o jogo e sermos cada vez mais fortes", disse o técnico Guto Ferreira.

O Colorado encara o CRB no próximo sábado em Maceió. O jogo está marcado para as 16h30 (de Brasília).

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