! Após 4 anos, eficiência substitui magia em novo quarteto da seleção - 17/06/2009 - UOL Esporte - Futebol
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17/06/2009 - 07h01

Após 4 anos, eficiência substitui magia em novo quarteto da seleção

A fantasia deu lugar à eficiência na seleção brasileira. A espera por jogadas mirabolantes e malabarismos praticamente não existe mais. Se em 2005 o Brasil viu nascer o "quarteto mágico", quatro anos depois o quarteto que dita as regras ofensivas é real: regular e até mais produtivo que o ilusório ataque que fez sucesso no papel, mas fraquejou dentro das quatro linhas.

NOVO QUARTETO DA SELEÇÃO
Antonio Scorza/AFP
Elano
Último a ganhar a posição e
o menos badalado
do quarteto
Antonio Scorza/AFP
Kaká
De quarto homem se tornou o principal nome da seleção
Andre Penner/AP
Robinho
Deixou de ser reserva imediato e é símbolo da era Dunga
Antonio Scorza/AFP
L. Fabiano
Discreto, virou dono da camisa 9 com gols importantes
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COPA DAS CONFEDERAÇÕES
Sem o mesmo apelo midiático dos antecessores, Elano, Kaká, Robinho e Luís Fabiano compõem o novo "quadrado" ofensivo da seleção. As características e as expectativas, contudo, são opostas às da versão anterior, formada por Ronaldo, Ronaldinho, Adriano e o próprio Kaká, então coadjuvante entre os astros.

Atualmente, Dunga tem um quarteto ofensivo titular com bom rendimento. Nos quatro jogos em que Elano, Kaká, Robinho e Luís Fabiano atuaram juntos sob o comando do treinador, a seleção venceu todos e fez 17 gols. Os rivais foram Portugal (6 a 2), Peru (3 a 0), Uruguai (4 a 0) e Egito (4 a 3). Na última segunda-feira, pela primeira rodada da Copa das Confederações, Kaká fez dois gols e Luís Fabiano um na vitória sobre os egípicios. Elano ainda deu duas assistências.

Kaká mudou junto com a seleção. Deixou a condição de quarto homem entre os astros do fracassado quadrado para se tornar o principal nome da equipe. É o último brasileiro eleito o melhor do mundo e acabou de ser vendido ao Real Madrid por 65 milhões de euros. "Sou um dos grandes jogadores que a seleção tem hoje, assim como Juan, Lúcio, Gilberto Silva e aqueles que já viveram uma Copa do Mundo. Sinto uma responsabilidade boa, é algo que me motiva e não pesa em nada."

Robinho também faz parte dessa história desde o início. O atacante era o reserva imediato do quarteto de 2005/06. Ganhou a Copa das Confederações na Alemanha e durante o Mundial viu crescer o apelo por seu nome no time. Só agora, porém, ele é titular indiscutível e um símbolo da "era Dunga": atuou em 40 das 41 partidas com o novo treinador.

Com 14 gols, Robinho ainda é o artilheiro da seleção nesse período. "Minha responsabilidade aumentou com o passar dos anos e as cobranças também, mas estou muito motivado por estar aqui e pelo objetivo de ser campeão do mundo, um sonho que espero realizar."

Em boa fase no time nacional e peça importante do ataque, Elano elege o que para ele são as principais virtudes do quarteto. "A mobilidade e a versatilidade dos jogadores. Cada um tem sua função e sabe exatamente o que fazer. A tendência é melhorar. Quem ganha com isso é a seleção", opinou o camisa 7.

A um ano da Copa do Mundo da África do Sul, a seleção chegou à Copa das Confederações em seu melhor momento com Dunga. Mas nada comparável ao status que o time ostentou na edição anterior do torneio. Mesmo com a ausência de Ronaldo na Alemanha em 2005, o Brasil foi campeão e carregou até o Mundial do ano seguinte o famoso rótulo do quarteto mágico.

Rótulo que ganhou sua força definitiva no jogo que garantiu a seleção na Copa do Mundo. Em setembro de 2005, com Robinho desta vez no lugar de Ronaldinho, o time de Parreira atropelou o Chile por 5 a 0 com desempenho destacado do ataque e show particular de Adriano, autor de três gols.

No entanto, no grande teste nada funcionou como esperado. Na Copa da Alemanha, Ronaldinho e Adriano tiveram desempenho apagado. Ronaldo fez três gols, mas ficou abaixo das expectativas, assim como Kaká. Ainda em território alemão, toda a fantasia deu lugar à decepção. Com um novo perfil e bom retrospecto, o novo quarteto tenta ter mais sucesso que o antecessor.

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