! 'Italianos' da seleção levam características europeias ao time de Dunga - 20/06/2009 - UOL Esporte - Futebol
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20/06/2009 - 12h48

'Italianos' da seleção levam características europeias ao time de Dunga

A seleção brasileira também tem seu lado italiano. Prestes a enfrentar a Azzurra às 15h30 (de Brasília) deste domingo, a equipe titular de Dunga conta com cinco jogadores que evoluíram e ganharam projeção mundial justamente no futebol da Itália. E eles destacam a parte tática como maior aprendizado no país europeu.

Do atual time titular, Júlio César, Maicon, Juan e Felipe Melo são de clubes italianos, enquanto Kaká acabou de deixar o Milan para reforçar o espanhol Real Madrid. O camisa 10 do Brasil, porém, dedica boa parte de seu crescimento profissional ao clube rubro-negro.

"Foram seis anos na Itália, aprendi muito lá, principalmente na parte tática. Aprendi a me movimentar em campo taticamente e a enxergar melhor o jogo, foi um grande aprendizado. Cada campeonato europeu tem suas características. Hoje tenho muito do futebol italiano e sou feliz por isso", disse Kaká.

Embora tenha chegado há menos tempo na Fiorentina, Felipe Melo compartilha da opinião de Kaká. "O futebol italiano é muito tático e aprendi isso lá. É um futebol de muita força e contato. E hoje os brasileiros já estão acostumados a atuar dessa maneira", analisou o volante.

E não são só os jogadores de linha que agradecem ao país europeu. Visto por muitos como um dos melhores de sua posição atualmente, Júlio César dedica seu status no cenário mundial ao que aprendeu principalmente na Internazionale de Milão, sua atual equipe.

"Depois que cheguei à Itália amadureci muito como goleiro. Eles têm uma escola muito boa e aprendi muito com os jogadores da minha posição. Fiz um misto do que aprendi no Brasil e na Itália. Hoje vou para campo mais seguro, confiante e maduro. Esses quatro anos na Itália fizeram meu jogo melhorar bastante", opinou o camisa 1 da seleção.

Para Dunga, a disciplina tática é o maior ensinamento dado aos brasileiros no futebol europeu. O treinador da seleção observa problemas na formação de jovens talentos no Brasil.

"O jogador aprende a ter responsabilidade tática na Europa. No Brasil, desde a base, se o garoto é acima da média, as pessoas começam a protegê-lo de preencher espaço e dificultar a saída de bola do adversário", completou Dunga.

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