! Após 'novela Kaká', seleção lida com mercado europeu até o fim da viagem - 26/06/2009 - UOL Esporte - Futebol
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26/06/2009 - 17h01

Após 'novela Kaká', seleção lida com mercado europeu até o fim da viagem

Parecia que a contratação de Kaká pelo Real Madrid deixaria o restante da viagem da seleção da maneira que a comissão técnica almejava: o grupo concentrado apenas no time nacional. O cenário, porém, não se alterou. O futebol europeu intensificou os rumores sobre atletas brasileiros e o que se viu foi uma caravana de jornalistas interessados apenas nas negociações. Tudo que Dunga não queria.

Liderados por espanhóis e italianos, os europeus deixaram a Copa das Confederações de lado. Seguem os passos da seleção brasileira por um motivo: conseguir declarações e confirmações de negociações que agitam a janela de transferências no Velho Continente.

A seleção fez de tudo para combater o tema. Tentou coibir questões que não envolvessem diretamente os interesses coletivos. Publicou nota oficial. Não adiantou. Até a Fifa reforçou o coro brasileiro contra as perguntas sobre mercado em entrevistas coletivas dentro dos estádios da Copa das Confederações. Tudo foi em vão.

No início da concentração do Brasil nos primeiros dias de junho, ainda em Teresópolis, menos de dez jornalistas estrangeiros já indicavam como seria o mês que começava. Na época, conseguiram abordar o tema, mas se depararam com o silêncio de Kaká e pouco puderam fazer sobre uma das maiores negociações do futebol mundial.

Eles não desistiram e o número de europeus na África do Sul triplicou. A insistência do departamento de comunicação da CBF para eliminar o tema "mercado" também aumentou. Contudo, fortes especulações sobre Maicon, Lúcio, André Santos, Felipe Melo e Luís Fabiano fizeram os jogadores dividir as atenções entre os dois assuntos.

O futebol italiano é o que mais mexe com os atletas. Maicon está na Inter de Milão, mas é pretendido pelo Real Madrid. Felipe Melo, por sua vez, é da Fiorentina e pode ir para o atual time de Maicon. Luís Fabiano é cotado para reforçar o Milan. André Santos, a Roma. Até Lúcio, com mais um ano de contrato com o Bayern, ouviu rumores sobre eventual dispensa.

Mas entre todos os jornalistas europeus em busca de entrevistas sobre mercado, uma história se destaca. Juan Ignácio Ochoa, do diário espanhol Marca, já está há 26 dias em busca de uma entrevista exclusiva com Kaká. Ele foi avisado que viajaria por um período curto a Teresópolis no dia 31 de maio, véspera do embarque. Arrumou uma pequena mala rapidamente e partiu para o Brasil.

Nos dias de silêncio do meia, não conseguiu nada. Sua empresa, então, o mandou ao Uruguai para o jogo das eliminatórias. Nada. Achava que voltaria para a Espanha, mas foi enviado a Recife para o duelo contra o Paraguai. Nada de Kaká. Próxima parada: África do Sul. Teria mais de duas semanas "perto" do meia para ter a entrevista. Não teve sucesso.

"É realmente muito difícil. Acho que perdi essa batalha. Nunca fiquei tanto tempo atrás de alguém sem conseguir uma simples entrevista", lamentou Juan, que retornará à Espanha com uma mala bem mais cheia, mas sem os 15 minutos a sós com Kaká.

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