! Auxiliar, Jorginho dá treinos, motiva e faz 'meio-campo' de elenco com Dunga - 27/06/2009 - UOL Esporte - Futebol
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27/06/2009 - 07h06

Auxiliar, Jorginho dá treinos, motiva e faz 'meio-campo' de elenco com Dunga

Jorginho é mais que um auxiliar-técnico. Companheiro de Dunga no tetra conquistado em 1994, o ex-lateral-direito tem participação ativa na seleção. Cumpre as funções típicas de um assistente, mas tem voz ativa. Palpita em substituições, faz o "meio-campo" entre jogadores e Dunga, motiva o elenco e está sempre ao lado do treinador, em campo ou atrás dos microfones.

BRAÇOS DIREITOS NA SELEÇÃO
Antonio Lacerda/EFE
Companheiro de Dunga na conquista do tetra em 1994, Jorginho é seu braço direito
Antonio Scorza/AFP
Zagallo foi coordenador-técnico de Parreira em 1994 e foi seu auxiliar no ano de 2006
Jorginho não é o primeiro braço direito de um técnico da seleção a ter grande visibilidade. O último exemplo de uma figura marcante nesse cenário foi Zagallo, mas em contexto bastante diferente em relação ao atual.

Quando se tornou coordenador-técnico e ajudou Carlos Alberto Parreira no trabalho que culminou com a conquista do tetra mundial, Zagallo já havia exercido a função de treinador da seleção. Mais que isso, ele foi o comandante na conquista do tri, em 1970, e também na Copa seguinte (anos depois, assumiria o time no Mundial de 1998).

Como auxiliar, Zagallo atuou em 2006, novamente acompanhando Parreira. Dessa vez, porém, a parceria não deu certo e a seleção caiu nas quartas de final do Mundial da Alemanha ao perder para a França.
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Muitas vezes, mesmo em clubes grandes, é difícil um auxiliar ser reconhecido tão facilmente. Os "braços direitos" dos treinadores costumam se destacar quando assumem interinamente a equipe em questão. Com Jorginho é diferente.

Figura conhecida pela trajetória como jogador, ele tem grande importância e visibilidade na seleção. Dá autógrafos, tira fotos e concede entrevistas coletivas. Quase sempre sentado ao lado de Dunga, às vezes assume o microfone e "divide" a entrevista com o amigo treinador. Na África do Sul, o papel até já se inverteu: enquanto Jorginho falou com os jornalistas, Dunga apenas observou.

Em campo acontece o mesmo. A decisão final é do treinador, mas o auxiliar está sempre ali, ao pé do ouvido. Diante do Egito, na estreia da Copa das Confederações, Jorginho levantou-se do banco de reservas quando viu os africanos reagirem no jogo. Conversou com Dunga e logo fizeram substituições na equipe.

O auxiliar também tem contato intenso com os jogadores e intermedia conversas entre Dunga e os atletas. O zagueiro Alex, por exemplo, ligou para Jorginho após a última convocação para avisar que não poderia servir a seleção porque passaria por cirurgia de hérnia.

"Às vezes você tem alguma dificuldade para falar com o treinador e conversa primeiro com o auxiliar. Claro que temos liberdade com o Dunga, mas em alguns casos chegamos primeiro no Jorginho. Ele já foi jogador e sabe como as coisas funcionam", comentou Juan.

Braço direito de Dunga e ex-técnico do América-RJ, ele também já fez o papel de motivador. Na reta final da Copa América de 2007, Jorginho ajudou a aumentar a confiança dos jogadores para a final contra a Argentina. O Brasil venceu a decisão e conquistou seu primeiro título na era Dunga.

Nos treinos, Dunga e Jorginho ficam boa parte do tempo lado a lado. Ambos falam no mesmo tom e com a mesma frequência com os jogadores. Quando dividem o grupo em trabalhos táticos, cada um comanda um setor. No "rachão", se falta um jogador, é o auxiliar quem completa a descontraída atividade.

Jorginho ainda dá pitacos particulares. Por ter atuado na mesma posição, o ex-lateral-direito fala bastante com Maicon e Daniel Alves. "Ele é um grande amigo dentro da seleção. O Jorginho dá bastante força e alguns conselhos. Bater papo com alguém como ele é sempre bom para a carreira", opinou Maicon.

Neste domingo, a dupla Dunga e Jorginho pode conquistar o segundo título pela seleção em suas atuais funções. Para isso, o Brasil precisa passar pelos Estados Unidos às 15h30 (de Brasília), no estádio Ellis Park, em Johanesburgo.

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