! Com 'rivais' sem trabalho, Dunga diz não se ver como nº 1 do Brasil - 27/06/2009 - UOL Esporte - Futebol
UOL Esporte Futebol
 
27/06/2009 - 11h13

Com 'rivais' sem trabalho, Dunga diz não se ver como nº 1 do Brasil

O desafio de assumir a seleção brasileira sem nenhuma experiência anterior como treinador fez com que Dunga lidasse de tempos em tempos com badalações em cima de nomes de outros técnicos, sempre que sua equipe enfrentava um momento difícil. No entanto, com o capitão do tetra em um bom momento após três anos no cargo, todos os supostos postulantes ao comando do time nacional estão sem trabalho ou em empreitadas profissionais de menor repercussão.

Nas últimas semanas, Muricy Ramalho deixou o São Paulo, após eliminação na Libertadores, e Vanderlei Luxemburgo saiu do Palmeiras, em razão principalmente de turbulência interna no clube. O outro 'fantasma' de Dunga é Luiz Felipe Scolari, demitido no começo do ano no Chelsea e que hoje encara desafio inusitado no longínquo Uzbequistão.

Com a seleção na decisão da Copa das Confederações e muito próxima da classificação para o Mundial do próximo ano, Dunga atravessa momento mais satisfatório que seus teóricos rivais pelo cargo, os técnicos tidos como "de elite". No entanto, o treinador da seleção prefere passar adiante o rótulo de melhor do Brasil.

"Eu nunca espero que os outros percam, espero apenas fazer um bom trabalho. Tem uma frase do Brasil que sigo: 'não preciso serrar as pernas dos outros para crescer'. Apesar do momento, esses técnicos continuam sendo grandes, estão na elite do futebol brasileiro e mundial", afirmou Dunga em entrevista no estádio Ellis Park, palco da decisão da Copa das Confederações contra os EUA no domingo.

Apesar de se esquivar de comparação com os profissionais da categoria no Brasil, Dunga não faz cerimônia para comemorar seu melhor momento no comando da seleção brasileira.

"Conquistamos isso com transparência, verdade. Não falo o que as pessoas querem, falo o que precisa ser ouvido. Sou simples, sincero, sem frescura. Os jogadores entenderam a minha filosofia. Estou sendo como técnico o que fui como jogador. Bem objetivo, sem muito folclore", definiu.

Desta forma, com a confiança em alta, Dunga tem a oportunidade de conseguir neste domingo seu segundo título como técnico da seleção. Depois da conquista da Copa América de 2007, o treinador entra com sua equipe favorita na decisão da Copa das Confederações da África do Sul, contra os EUA, às 15h30 (horário de Brasília).

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