! Antes da final, seleção já fala em evitar soberba campeã de 2005 - 28/06/2009 - UOL Esporte - Futebol
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28/06/2009 - 07h05

Antes da final, seleção já fala em evitar soberba campeã de 2005

Mesmo antes da decisão da Copa das Confederações neste domingo diante dos Estados Unidos, a seleção brasileira já demonstra pautar seu comportamento futuro em caso de título de modo a evitar a confiança excessiva, voltada para a missão no Mundial do próximo ano. O exemplo a não ser seguido é o do ciclo anterior, do time campeão do mesmo torneio em 2005, com Carlos Alberto Parreira.

AFP PHOTO / PIERRE-PHILIPPE MARCOU
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No último 'ciclo de Copa', a seleção Parreira levou as edições mais recentes de Copa América (2004) e Copa das Confederações (2005), em retrospecto que, combinado com o então alto nível técnico, alçou o time nacional à condição de superfavorito ao Mundial da Alemanha.

Contra os EUA neste domingo em Johanesburgo, mais uma vez como favorita, a geração de Dunga tem boas chances de chegar ao Mundial com o mesmo retrospecto da turma anterior, como campeã vigente da Copa América (2007) e também da Copa das Confederações.

No entanto, o grupo já se mostra 'escolado' para não sair da África do Sul falando como favorito máximo ao título mundial ano que vem, com a cabeça voltada ao trabalho.

"Em 2006, aconteceram erros que não podemos cometer mais, posturas que não podem acontecer de novo. Hoje temos uma postura mais positiva", diz Dunga, em menção provável aos excessos festivos na preparação e individualismo.

"Não vai ter esse rótulo (de favorito). Até porque existem outras seleções fortes. Vamos continuar com o trabalho", emenda o treinador.

Ao longo da Copa das Confederações, toda vez o que o 'tema 2006' era trazido à tona, os jogadores mostraram discurso semelhante, principalmente aqueles que estiveram na última Copa.

"Sem dúvida o favoritismo atrapalhou. E a nossa preparação não foi a ideal. Tirou um pouco da nossa concentração, tirou um pouco o foco de toda a equipe. Esse é um dos principais fatores que viram lição para a próxima Copa, para não nos atrapalhar", comentou o zagueiro Lúcio, capitão da seleção, ainda no começo da Copa das Confederações.

Mas nem todos os remanescentes do Mundial passado gostam de reviver a análise do que deu errado na Alemanha, como o goleiro Júlio César, então reserva de Dida no grupo comandado por Parreira.

"Eu tenho mesmo que falar de 2006?", respondeu Júlio César, com contrariedade diante da volta ao tema. "Na verdade, a França jogou mais que o Brasil naquele dia, marcou em uma jogada de bola parada. É isso, ponto final", encurtou o goleiro, na véspera da decisão com os EUA.

Antes de falar em chances na Copa, entretanto, a seleção de Dunga ainda precisa confirmar sua vaga no torneio, em missão que parece muito próxima. A quatro rodadas do encerramento das eliminatórias sul-americanas, o Brasil lidera a disputa com 27 pontos, sete a mais em relação ao quinto colocado, primeiro time fora da zona de classificação direta ao Mundial.

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