! Salário faz jogadores da seleção dos EUA emigrarem - 28/06/2009 - UOL Esporte - Futebol
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28/06/2009 - 09h01

Salário faz jogadores da seleção dos EUA emigrarem

Não foi só o astro inglês David Beckham que provou e não gostou da MLS, a liga criada pelos norte-americanos para empurrar o "soccer'' no país. O time dos EUA que faz às 15h30 deste domingo a final da Copa das Confederações com o Brasil é a prova de que o futebol é ainda periférico no mais rico país do planeta.

Dos 23 jogadores que formam o elenco chamado pelo técnico Bob Bradley, 18 atuam fora dos EUA. Entre os oito times que disputaram a competição na África do Sul, nenhum tem um contingente de "estrangeiros" tão grande.

E os norte-americanos não trocaram a MLS, onde o salário anual pago à maioria dos atletas é de apenas US$ 20 mil (pouco mais de R$ 30.000 mensais), por clubes de ponta da Europa. A maioria deles atua em times de segunda linha. Os EUA têm atletas em equipes como o francês Rennes, o sueco Hammarby e os dinamarqueses Midtjulland e Aarhus.

Outros, que estão em times de maior envergadura, esquentam o banco, como o atacante Altidore, que é pouco utilizado pelo Villarreal, da Espanha.

Apesar de os jogadores ganharem pouco, a MLS já não é o pesadelo como negócio para seus donos como nos anos iniciais -até 2003, a liga acumulava prejuízo de US$ 350 milhões (quase R$ 700 milhões).

Em expansão, ela atrai o interesse de grandes empresários norte-americanos. Hoje são 15 times, e mais três irão encorpar a competição até 2011. Uma das últimas equipes a entrar na competição, o Seattle Sounders tem Paul Allen, um dos donos da Microsoft, como um de seus proprietários.

Para Bob Bradley, o técnico da seleção dos EUA, a debandada dos jogadores de seu país para o exterior é positiva. "A MLS é importante em termos de crescimento dos atletas, já que muitos começam nela. Mas a experiência dos que estão no exterior é importante para o nosso time", afirmou o treinador, que contra a seleção brasileira não poderá contar com o seu filho Michael, expulso na semifinal contra a Espanha.

A opinião deve ser compartilhada por Dunga: sempre que questionado sobre quais os pontos fortes dos adversários, o treinador cita o fato de muitos jogadores de determinadas seleções atuarem na Europa.

É o caso do time norte-americano: no velho continente estão 15 dos convocados por Bradley para a Copa das Confederações disputada na África do Sul.

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