Ábila marca, Cruzeiro supera Vitória e avança às oitavas da Copa BR

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

Buscando diminuir o inferno astral que viveu nos últimos dias com o "caso Riascos", zona do rebaixamento e invasão da torcida ao CT, o Cruzeiro fez uma pausa no Brasileiro e recebeu o Vitória nesta quarta-feira de Copa do Brasil no Mineirão. Vencedor do jogo da ida por 2 a 1, o time mineiro já estava com a vaga encaminhada e apenas selou a classificação para as oitavas de final com um triunfo sem sustos pelo mesmo placar. Com gols de Bruno Ramires e do recém-contratado Ramón Ábila, a Raposa avançou às oitavas de final. O Vitória ainda perdeu um pênalti com Diego Renan, mas marcou o gol de honra com Marinho.

Classificado, o Cruzeiro só conhecerá seu próximo adversário no sorteio, já que a partir das oitavas de final os clubes que participaram da Copa Libertadores começam a disputar a Copa do Brasil.

Quem foi o melhor: Arrascaeta comanda o meio-campo e é o garçom da noite

Arrascaeta foi desfalque do Cruzeiro na partida contra o Fluminense, no último final de semana, mas voltou com tudo. Um dos pilares do time, o uruguaio foi mais uma vez decisivo. Referência nas organizações de jogadas, saiu de campo duas assistências para os gols do Cruzeiro. Agora já são oito nesta temporada.

Prazer, Ábila! Estreia do argentino para a torcida termina com gol

Washington Alves/Light Press

Atacante de definição, o centroavante Ramón Ábila não teve muitas oportunidades de mostrar seu futebol, muito devido ao fato de o time mineiro pecar no último passe. Quando a bola chegou, Ábila até mostrou faro de gol e balançou as redes, mas viu seu tento ser corretamente anulado por impedimento. Mas com menos de um minuto da etapa final, o atacante recebeu ótimo passe de Arrascaeta, cortou para o meio e soltou uma bomba de perna esquerda. Este foi seu primeiro gol pelo Cruzeiro em sua estreia no Mineirão. No final, ainda carimbou a trave.

Marinho desmaia, "briga" com os médicos, volta e marca o gol de honra

No empate por 2 a 2 entre as equipes pelo Brasileirão, Marinho simplesmente infernizou a vida dos cruzeirenses no Mineirão e foi disparado o melhor em campo. Desta vez, porém, o jogador teve muito mais dificuldades e foi muito bem anulado pelo setor defensivo. No lance do pênalti, se chocou com Henrique e ficou desacordado por alguns minutos. Não aceitou ser substituído, voltou após a penalidade perdida e anotou o gol de honra.

Cruzeiro não encheu os olhos, mas foi superior na maior parte do jogo

Não foi lá um jogo de encher os olhos do torcedor, mas o Cruzeiro fez uma boa partida e não deu susto praticamente em hora nenhuma a seu torcedor. Melhor que o Vitória desde o início, o time mineiro chegou mais ao ataque e finalizou com mais frequência ao alvo, embora poucas vezes com perigo. Quando procurou uma jogada ensaiada pelo alto, não deu certo. Mas no descuido de Kanu, Bruno Ramires, meio de joelho, meio sem querer, aproveitou o cruzamento de Arrascaeta e colocou para dentro. Com mais espaços para jogar no segundo tempo, Ramón Ábila recebeu a bola que precisa para mostrar que o faro de gol continua apurado, e praticamente matou qualquer possibilidade de reação baiana. Quando precisou de Fábio, o goleiro estava lá e parou o pênalti de Diego Renan. O camisa 1 só não conseguiu segurar a insistência de Martinho, autor do gol baiano.

Time baiano reagiu tarde e só  melhorou no segundo tempo

Apesar de quatro homens com características muito ofensivas (Vander, Dagoberto, Marinho e Kieza), o Vitória não conseguiu atacar ao gol e exercer a estratégia traçada. Preso na marcação celeste, os homens de frente tentaram se movimentar, mas não tiveram sucesso. Defensivamente, foi vítima da desatenção dos seus defensores, além das boas tramas do Cruzeiro que garantiram a classificação mineira. Sem se abater mesmo após Diego Renan perder um pênalti, a equipe melhorou no segundo tempo, diminuiu o marcador e terminou o jogo de cabeça erguida buscando o empate que não veio.

Paulo Bento viu um Cruzeiro mais seguro, mas só não esperava ser expulso

Washington Alves/Light Press

Diferente das últimas ocasiões, o Cruzeiro apresentou uma postura mais segura defensivamente. Desta vez, o time de Bento foi quem marcou com mais pressão e mal deixou o Vitória sair para o jogo, principalmente no primeiro tempo. O meio-campo apresentou mais organização e ganhou a ajuda dos homens do ataque, que auxiliaram na marcação. Méritos também de Paulo Bento, que não viu seus comandados passarem tanto sufoco. Contudo, o treinador só não contava em ser expulso na metade do segundo tempo, depois de reclamar com o árbitro Thiago Duarte Peixoto.

CRUZEIRO 2x1 VITÓRIA

Motivo: Jogo de volta, 3ª fase da Copa do Brasil
Data/Hora: 20/07/2016, às 21h45 (de Brasília)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Assistentes: Fabio Rogerio Baesteiro (SP) e Herman Brumel Vani (SP)

GOLS: Bruno Ramires, 21'1ºT (1-0); Ramón Ábila, 1'2ºT (2-0); Marinho, 26'2ºT (2-1)
Cartões amarelos: Rafael Sóbis, Ramón Ábila, Bruno Ramires (CRU); Kanu (VIT)
Cartão vermelho: Não teve.
Público/Renda:10.775 pagantes/R$244.034,00.

Cruzeiro: Fábio; Lucas, Léo, Bruno Viana e Edimar; Henrique, Ariel Cabral (Federico Gino - 32'2ºT) e Bruno Ramires (Bruno Rodrigo - 42'2ºT); De Arrascaeta, Rafael Sóbis (Rafinha - 25'2ºT) e Ramón Ábila. Técnico: Paulo Bento.

Vitória: Caíque; Diego Renan, Kanu, Victor Ramos e Euller; Marcelo (Tiago Real - Intervalo), Willian Farias (José Welison - 36'2ºT) e Vander; Dagoberto (Ramallo - 13'2ºT), Marinho e Kieza. Técnico: Vagner Mancini.

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