M. Oliveira afasta pressão, minimiza críticas e traça estratégia para final

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Atlético

    Treinador se blinda das críticas antes de mais uma final de Copa do Brasil

    Treinador se blinda das críticas antes de mais uma final de Copa do Brasil

Atlético-MG e Grêmio começam a decidir a final da Copa do Brasil nesta noite de quarta-feira. O duelo de ida está marcado para o Mineirão. Apesar do estímulo natural de disputar uma decisão, o time mineiro chega a final com um cenário que mistura motivação com desconfiança. Mas isso não atrapalha o ambiente do clube, pelo menos se depender de Marcelo Oliveira. Mesmo questionado sobre o desempenho irregular da equipe, o treinador concedeu sua última entrevista antes do jogo e afastou qualquer tipo de pessimismo sobre o primeiro confronto.

"As críticas aparecem e quando um fala uma coisa, todo mundo repete. Vamos pegar o jogo contra o Flamengo, contra o Palmeiras, por exemplo, e analisar. Mas se pegarmos um lance isolado, em quase todos os jogos acharemos falhas. Mas isso não perturba, estamos cientes das nossas dificuldades, estamos tentando sempre melhorar para fazer um grande jogo e ser campeão no final", comentou.

Parte dessa pressão sob o comando do treinador pode ser explicada pelo fato de o Atlético ser apontado como clube com um dos melhores elencos do país. A trajetória até a final, contudo, foi de muito sofrimento contra Ponte Preta, Juventude e Internacional. Para Marcelo, a obrigação nestes dois jogos será de fazer com que a equipe jogue bem, não necessariamente sendo campeão, já que do outro lado está um grande adversário.

"Todo time grande tem obrigação em competições como esta. Depois de 96 times, restaram dois, os outros grandes ficaram para trás. Não tem obrigação de ganhar, mas de jogar bem, fazer um jogo competitivo e forte. É relativo avaliar o elenco pelo valor, pela qualidade. É preciso ter um elenco equilibrado, isso nós temos e por isso estamos, mesmo com tantas lesões, disputando uma final", acrescentou.

Questionado se teme ser demitido em caso de um vice-campeonato no fim do mês, o treinador rechaçou a ideia e não mostrou se preocupar com o assunto.

"Não tenho pensado nisso. Fui convidado pelo Atlético e fiz contrato até o final do mês. Esse sofrimento eu não tenho, as pessoas de fora sofrem mais que eu. O melhor vai acontecer, nada acontece por acaso. O trabalho é avaliado jogo a jogo e tento fazer meu melhor".

Nas duas finais do torneio, os gols fora de casa não terão peso extra. Independente disso, a estratégia para a partida no Mineirão é de sair vencedor, se possível por mais de um gol de diferença, e não ser vazado.

"Temos que ter equilíbrio. Jogando a primeira partida em casa é importante conduzir o jogo, tomar mais a iniciativa. Precisamos ganhar o jogo, isso é o mais importante, embora tenhamos condições de buscar aa vitória lá também. Mas seria importante fazer o resultado aqui sem levar gols", concluiu.

Dúvidas no ataque time continuam

Como a imprensa só teve acesso a 15 minutos do último treinamento atleticano, o time que entra em campo diante do Grêmio ainda não está totalmente definido. No meio, Cazares, Clayton e até Marcos Rocha surgem como opção para substituir Luan. Na lateral e na zaga, Fábio Santos e Erazo, que não treinaram na segunda-feira, deverão voltar ao time. Desta forma, os onze titulares deverão ser: Victor, Carlos Cesar, Erazo, Gabriel e Fábio Santos; Leandro Donizete, Júnior Urso; Cazares (Clayton, Marcos Rocha), Robinho, Maicosuel e Pratto.

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