Caminhos para o título: Cinco atitudes que o Grêmio toma para quebrar jejum

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Grêmio

    Renato Gaúcho faz de tudo para que o Grêmio conquiste a Copa do Brasil nesta quarta

    Renato Gaúcho faz de tudo para que o Grêmio conquiste a Copa do Brasil nesta quarta

A partir das 21h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira, o Grêmio faz o jogo mais importante de sua história recente. Em vantagem por ter vencido por 3 a 1 o duelo de ida, o Tricolor recebe o Atlético-MG, na Arena, na final da Copa do Brasil. Mas muito antes dos 45 minutos iniciais, uma série de condutas que miram a celebração maior tiveram início. A estratégia do título vai muito além das quatro linhas. 

"Estamos nos preparando muito bem. Vamos nos manter totalmente focados para os últimos 90 minutos desta decisão", disse o técnico Renato Gaúcho após a vitória em Belo Horizonte. 
 
E passa por ela o início das precauções tomadas. O Grêmio quer evitar segurança em demasia, mas pretende dar aos atletas toda estrutura para quebrar um incômodo jejum de títulos importantes que dura desde 2001. Confira cinco condutas do Tricolor pela glória na Copa do Brasil.
 

Titulares em Porto Alegre, reservas no Brasileiro

 

Pedro Vilela/Getty Images

A primeira determinação do Tricolor ao chegar à final da Copa do Brasil foi tirar o time titular do Brasileirão em partidas próximas a jogos decisivos. Foi assim antes do duelo de ida contra o Galo e deu certo. E no último final de semana, nem mesmo a comissão técnica esteve na goleada sofrida para o Santa Cruz por 5 a 1, em Recife. A ideia é evitar que os principais jogadores corram qualquer risco de lesão ou mesmo tenham desgaste físico e psicológico durante o Brasileiro, já que a meta de conquistar uma vaga para a próxima Libertadores também seria contemplada com a taça. 
 

Tático, técnico, mas também mental: os treinos de Renato Gaúcho

 

Pedro Vilela/Getty Images

Renato Gaúcho propôs, principalmente nesta semana, uma série de atividades diversas. Trabalhou conclusão com os atletas no sábado, passou um treino tático no domingo, cobrou atenção às batidas de pênalti já que a final pode ser definida desta forma, mas não esqueceu algo que considera fundamental: o lado psicológico. Por isso, a cada atividade tratou de aliviar o clima com brincadeiras, ofereceu 'seu DVD' aos jogadores que erravam cobranças, brincou e sorriu. Tudo para que a pressão pela quebra do jejum não torne-se um peso além do que o elenco pode suportar nesta quarta. 
 

Concentração desde segunda-feira: tratamento especial

 

Lucas Uebel/Grêmio

O elenco do Grêmio teve concentração antecipada. A partir de segunda-feira, os jogadores já foram encaminhados a um hotel em Porto Alegre após o treinamento da tarde. A ideia é controlar sono, alimentação, evitar excessos e principalmente manter o pensamento exclusivo no trabalho a ser realizado em campo. Nada de problemas particulares ou qualquer tipo de influência externa ao elenco. A família participa apenas em momentos de incentivo, como materiais de vídeo que estão sendo produzidos para dar apoio ao grupo, como já ocorreu no compromisso de ida. 
 

2017 é assunto proibido no Tricolor

 

Lucas Uebel/Grêmio

Enquanto isso, a direção do clube não fala uma frase sequer sobre o ano que vem. Sob pena de desvalorizar o atual elenco afirmando que necessita de reforços, ou mesmo dar mais responsabilidade a um ou outro jogador com temos elogiosos em demasia, o comando gremista se nega a opinar, avaliar ou informar qualquer coisa acerca da próxima temporada. Todo foco, 'do presidente ao roupeiro' está voltado unicamente ao compromisso derradeiro, na quarta-feira. 
 

Malandragem na hora certa, 'esquecimento' antes disso

 

Rubens Cavallari/Folhapress

O Grêmio divide a partida de volta da final em dois momentos. A hora do 'esquecimento' e a hora da 'malandragem'. O primeiro ato para ser campeão é esquecer que está em vantagem. Enfrentar o Atlético-MG sem pensar que pode até perder por um gol de diferença e mesmo assim ser campeão. Tratar a partida como o jogo de ida, onde uma boa atuação rendeu resultado amplamente positivo. Já o segundo momento do jogo é hora de ser 'malandro'. Como pede o técnico Renato Gaúcho, saber ganhar tempo, valorizar a posse de bola, irritar o adversário e, acima de tudo, usar o apoio da torcida para o bem maior: a conquista do tão esperado título. 
 

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