Reforço mais caro do Grêmio, problema de Bolaños vai além de cotovelada

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio

    Miller Bolaños foi recebido com festa no Grêmio, mas termina o ano em baixa

    Miller Bolaños foi recebido com festa no Grêmio, mas termina o ano em baixa

Contratado com grande festa em fevereiro deste ano, Miller Bolaños não conseguiu o protagonismo que ele e o Grêmio esperavam. Chega na partida mais importante da história recente do clube como reserva, com chance de entrar apenas no decorrer do jogo. E os problemas do equatoriano de 26 anos que custou R$ 20 milhões e foi comprado com auxílio de um investidor começaram logo em seu segundo jogo, mas vão além da cotovelada sofrida no clássico Gre-Nal. 
 
Foi o lateral direito William que acertou o queixo do adversário em lance do primeiro tempo do duelo do início de março, pelo Gauchão. Ali, a mandíbula foi fraturada e ele ainda tentou permanecer no campo, deixando o time no intervalo. Precisou passar por cirurgia e um doloroso tratamento de dois meses. 
 

Seleção e púbis: ausências forçadas

 
Mas os problemas não pararam por aí. A sequência no Grêmio foi interrompida também pela seleção do Equador. Quando virou titular do Grêmio, Bolaños foi chamado para disputar a Copa América do Centenário. Ficou fora do time gaúcho por oito rodadas do Brasileirão. 
 
E voltou da seleção em recuperação de lesão. Contra o Peru, pela Copa América, sofreu uma lesão muscular que o fez precisar de tratamento no Tricolor. Passou a frequentar o banco de reservas eventualmente até que no fim de setembro passou a sofrer com dores no púbis. 
 
O Grêmio realizou tratamento, o sacou de outra série de jogos e não descarta a realização de uma cirurgia ao fim deste ano. A recuperação, então, ocorreria durante as férias. Durante o afastamento por conta do púbis, uma nova cirurgia no rosto foi realizada para conclusão da recuperação da mandíbula fraturada em março. 
 

Quando a chance veio, oscilação

 
Mas não foram apenas problemas fora de campo. Bolaños jamais conseguiu a estabilidade técnica necessária para ser protagonista no time. Atuando como atacante, mostrava-se sem a característica necessária para atuar centralizado. Afirmou que não era jogador para a função e pediu para ser recuado. Foi, mas também ainda não está no melhor nível. 
 
A partida contra o América-MG, pela antepenúltima rodada do Brasileiro, até deu certo alento aos aficionados. Bolaños conseguiu ser eficiente na criação de jogadas como armador, no posto de Douglas. Só que diante do Santa Cruz, no último domingo, decepcionou de novo. Até fez o gol na goleada sofrida de 5 a 1 no Arruda, mas passou longe do que se esperava. 
 

Possibilidade de saída do clube

 
Com tantos problemas, 'The Killer' ainda pode deixar o clube no ano que vem. Alvo do Swansea, do País de Gales mas que disputa o Campeonato Inglês, o Tricolor pesará os prós e contras de mantê-lo na equipe após o encerramento desta temporada. 
 

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