Sem clima, Luan não pretende comemorar em caso de título do Atlético

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

    Talismã do Atlético não quer saber de comemorar se o time conseguir o bi da Copa do Brasil

    Talismã do Atlético não quer saber de comemorar se o time conseguir o bi da Copa do Brasil

Por causa da tragédia aérea com a delegação da Chapecoense, a tendência é de que o Atlético-MG não entre em campo em seu último jogo do Brasileirão, justamente contra a equipe catarinense, no próximo dia 11. Porém, antes de encerrar a temporada, o time mineiro ainda tem pela frente uma final de Copa do Brasil. Na próxima quarta-feira, o Galo vai a Porto Alegre tentar reverter a vantagem gremista e voltar para casa com a taça. Na primeira partida, o tricolor venceu por 3 a 1 em Belo Horizonte. Provável titular neste confronto, o atacante Luan revelou o clima de tristeza que se abateu em todos os jogadores após a tragédia. Questionado sobre a decisão no sul do país, o jogador reconheceu a necessidade de vitória, mas minimizou um eventual título atleticano, tamanha a falta de clima para festas neste fim de ano.

"Creio que vai haver respeito das duas partes. Quando chega dentro de campo, sabendo da responsabilidade que temos e vestindo as cores do clube, vamos entrar para vencer. Mas tem esse gostinho ruim, não tem como negar a tragédia, cada um vai dar seu melhor, mas quem vencer, acho que tem que respeitar. Se o Atlético for campeão, não quero nem comemorar, só ir para o vestiário. Nessa semana, eu chorei bastante. Sentimos na pele, somos profissionais e também passamos por isso de pegar voo e ficar longe da família sem saber se vamos voltar", comentou o jogador.

Ausente na partida da ida, Luan pode ser reforço atleticano no jogo da volta. Recuperado de lesão, o atacante já treina com o grupo e aprimora a parte física, mas minimiza a evolução em campo por causa do abatimento ainda grande com a perda de companheiros de profissão.

"Acredita que nem estou pensando na parte física? Quarta tem esse jogo, vamos deixar tudo dentro de campo, se for escolhido para ser titular, vou dar o meu melhor. Somos profissionais também, é importante vencer, mas é triste jogar uma final depois de uma tragédia triste para a gente. Se tiver que jogar, vamos jogar, mas temos que respeitar também esse momento da Chapecoense", acrescentou.

Para sair de Porto Alegre campeão, o Atlético precisa vencer o Grêmio por pelo menos dois gols de diferença no tempo normal e superar o adversário nos pênaltis. Se triunfar por três ou mais gols, garante o título ainda nos 90 minutos.

"Por que não (acreditar)? O Atlético é um time de superação. Vamos jogar para vencer, independente da vantagem do Grêmio. Vou deixar minha vida ali, dar tudo de mim para o time sair vitorioso e sair com o título. Se não vier, temos que agradecer a Deus por tudo, o mais importante é a nossa vida, não são os títulos", concluiu.

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