Capitão do penta do Grêmio deixou São Paulo por críticas e não quis voltar

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

Após um jogo difícil contra o Atlético-MG que terminou com empate em 1 a 1 (o título ocorreu devido ao combinado com o jogo de ida, que terminou 3 a 1 para os gremistas), Maicon erguerá a taça de campeão da Copa do Brasil com a camisa do Grêmio. O volante deixou o São Paulo em 2015 por conta das críticas que recebia, custou R$ 7 milhões no começo desta temporada e conseguiu marcar seu nome na história gremista. 

No clube paulista, Maicon se considerava perseguido. Era vaiado pelos aficionados quando entrava em campo, era cobrado em demasia, sob sua avaliação. Tanto que quando surgiu interesse do Grêmio, não pensou duas vezes em aceitar o período de empréstimo. Era um ano, com previsão de compra. 
 
No Sul logo virou titular de Roger Machado. Conquistou posição de liderança, ganhou status no elenco, virou capitão. E no fim do ano passado, sua compra era quase uma obrigação da direção. 
 
Mas em meio a um processo de recuo de gastos, a direção não encontrava alternativas para desembolsar os R$ 7 milhões. Precisou parcelar o pagamento e contou com muita força feita por Maicon. 
 
Ele ligou para a direção do São Paulo, disse que não queria voltar e pretendia ficar no Grêmio. Conseguiu. Foi reapresentado como contratação quando havia apenas renovado seu vínculo. Foi capitão e titular o ano inteiro, nos momentos bons e ruins. 
 
Nesta quarta, Maicon provou que fez a escolha certa. Apostou em quem o queria mais. Deixou um clube em que considerava-se desvalorizado. E entrou para história como capitão que ergueu uma taça importante 15 anos depois no Grêmio. 
 

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