Jadson reestreia no Corinthians para cumprir expectativa e driblar cobrança

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

Jadson estará no banco de reservas nesta quarta-feira e, se tudo correr dentro do previsto, terá alguns minutos pelas mãos de Fábio Carille. O Corinthians visita o Brusque-SC pela segunda fase da Copa do Brasil e com a expectativa também pela reestreia do principal reforço para a temporada 2017. 

De volta ao Corinthians, Jadson tentará provar que pode ser efetivo como na passagem anterior. Campeão brasileiro em 2015 e grande nome da conquista ao lado de Renato Augusto, o meia de 33 anos deixou a direção receosa em aceitar sua pedida por um contrato de três anos. Após idas e vindas, ele deu demonstração de que tratava a volta ao Parque São Jorge como prioridade, e fechou por duas temporadas. 

Peso e forma física

Aos amigos e comissão técnica, Jadson tem mostrado grande desejo de superar qualquer dúvida em função da idade avançada e situação financeira bem resolvida. Ele se apresentou ao clube com quatro quilos a mais, fruto de uma inatividade desde outubro, quando terminou a temporada na China. Mas, dedicado, trabalhou por três semanas para a estreia. Em duas delas, quase sempre em período integral. Disse, inclusive, que queria estrear há uma semana, diante do Palmeiras. 

Função tática

Outro ponto de interrogação importante diz respeito à função que ele irá executar melhor. Em 2015, a comissão técnica do Corinthians teve um trabalho dedicado especialmente a Jadson, que havia terminado o ano anterior como última opção de Mano Menezes para o setor. Na pré-temporada, o estafe corintiano fez o meia perder peso e aumentar seu nível de intensidade e motivação depois de recusar ida ao Flamengo e ao Cruzeiro.

Jadson, que seria reserva no começo da temporada, entrou na equipe depois que Lodeiro foi vendido e acabou desafiado pela comissão técnica. Meia central durante toda a carreira, passou ao lado do campo em uma função que trouxe novas obrigações: pressionar a bola perdida rapidamente, percorrer distâncias mais longas para dar proteção ao lateral Fagner e ainda se movimentar com liberdade pelo campo de ataque, da direita para o centro. A excelência do papel feito pelo então camisa 10 é uma das razões para a campanha brilhante naquele Brasileirão. 

De volta aos 33 anos, e com os efeitos de uma passagem pela China, Jadson tentará provar que pode novamente fazer tudo isso. Nas últimas partidas, Fábio Carille tem optado por jogadores que oferecem grande intensidade no setor, casos de Romero, Léo Jabá e Maycon. O possível estreante da noite pode ir a campo por ali, mas eventualmente pode pintar pelo centro se o sistema for o 4-2-3-1. E, de fato, Fábio Carille tem alternado bastante entre esse desenho e o já tradicional 4-1-4-1. 

Maior salário do elenco

Outra provação para Jadson é sobre a questão financeira. Ele retorna como o mais alto salário de todo o Corinthians, aproximadamente R$ 450 mil mensais, e como o nome a ter gerado maior euforia com os torcedores entre todos os contratados para 2017.

Nos últimos anos, o volante Cristian sofreu cobrança dobrada por aspectos semelhantes. Dificuldade em reproduzir o mesmo futebol da passagem anterior, problemas físicos e relação ruim no aspecto custo-benefício. 

O que Jadson tem a oferecer, porém, já é de conhecimento dos torcedores: qualidade nas assistências, finalizações e ainda a chance de suprir duas carências do time desde que ele foi jogar na China. Eficácia na batida de pênaltis (o clube perdeu oito cobranças em 2016) e nas bolas paradas (nenhum gol foi feito de falta no ano passado). 

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